indignação

Rodrigo da Zaeli critica governo pela perda de medicamentos de alto custo

Ele criticou o Governo do Estado pela perda de medicamentos de alto custo, que venceram antes de serem distribuídos

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13 de Junho de 2013, 16h42

Rodrigo da Zaeli critica governo pela perda de medicamentos de alto custo
Rodrigo da Zaeli critica governo pela perda de medicamentos de alto custo

'A minha indignação maior é por conta de não terem distribuído para quem precisa ou ter devolvido para o fabricante', disparou Rodrigo da Zaeli O vereador Rodrigo da Zaeli (PSDB) usou a Tribuna da Câmara na última quarta-feira, 12, para criticar o Governo do Estado pela perda de medicamentos de alto custo, que tiveram seu prazo de validade expirado quando estavam estocados nos armazéns administrados pelo Instituto Pernambucano de Assistência e Saúde (Ipas), contratado para gerenciar o estoque.

"Nós ficamos do caso pela imprensa, mas ficamos impressionados com o descaso com a saúde e de desperdício de dinheiro público. Acho isso muito revoltante e pode prejudicar inclusive a população de Rondonópolis que precisa desse tipo de medicamento. A minha indignação maior é por conta de não terem distribuído para quem precisa ou ter devolvido para o fabricante em tempo", disparou o vereador.

Uma outra informação que causou indignação no vereador tucano é o valor do contrato com o Ipas, que recebeu R$ 7 milhões da Secretaria de Saúde para administrar o almoxarifado da Secretaria de estado de Saúde (SES). "Eu me pergunto: isso está correto? Contratar uma empresa por esse valor milionário e depois acontecer o que nós vimos que aconteceu? Quantos PSFs daria para se construir com esse valor? Quantos medicamentos poderiam ter sido comprados com esse valor e distribuídos para pessoas carentes, que não conseguem adquiri-los, justamente por conta do seu alto custo. Sinceramente, eu fico decepcionado e muito triste quando fico sabendo de fatos como esses".

Rodrigo da Zaeli cobrou ainda que os deputados estaduais com base eleitoral na região tomem uma atitude em defesa dos direitos e do patrimônio público. "Isso não pode ficar assim, como se nada tivesse acontecido. Tem que haver punição aos responsáveis e os nossos deputados tem a obrigação de nos representar e montar uma comissão para acompanhar a apuração dos fatos e mostrar a verdade para a população, até para evitar que fatos semelhantes aconteçam no futuro", pontuou.

 Os medicamentos a que se referiu o vereador, estimados em cerca de R$ 2,1 milhões, foram localizados em um galpão da SES por uma equipe de reportagem da Rede Globo, que identificou centenas de caixas de medicamentos de alto custo com a data de validade vencida, sendo que alguns venceram em novembro de 2012 e outros em dezembro do mesmo ano. Alguns dos medicamentos, como os que são destinados ao combate da Aids e câncer chegam a custar R$ 2 mil.

O Tribunal de Contas da União (TCU) chegou a notificar a SES a apresentar explicações, já que alguns dos remédios foram entregues pelo Ministério da Saúde.