CONCURSO PÚBLICO

Justiça determina arquivamento de processo contra prova da Prefeitura de Rondonópolis

por GazetaMT

13 de Junho de 2016, 08h24

Justiça determina arquivamento de processo contra prova da Prefeitura de Rondonópolis
Justiça determina arquivamento de processo contra prova da Prefeitura de Rondonópolis

O promotor de Justiça Wagner Antônio Camilo classificou de 'vazia e genérica' a denúncia anônima feita contra o concurso público da prefeitura de Rondonópolis que é realizado pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e decidiu arquivá-la. A decisão foi tomada pelo promotor depois de receber as informações solicitadas à gestão municipal que atestam a independência da instituição de ensino superior na organização e execução do certame em andamento.

No despacho sobre a notícia de fato, datado em 6 de junho de 2016, o promotor Wagner Camilo esclarece que a denúncia anônima recebida pela ouvidoria do Ministério Público relata o fato do servidor público municipal Alfredo Vinicius Amoroso exercer o cargo em comissão de gerente do Departamento de Planejamento, Ingresso e Capacitação da Secretaria Municipal de Gestão de Pessoas. E atribui a ele a responsabilidade direta pela realização do concurso público no qual está inscrito.

Wagner Camilo solicitou informações ao prefeito Percival Muniz e recebeu a resposta em documento do secretário Adnan Zagatto, onde assegura que Alfredo Vinicius Amoroso 'não é responsável direto pelo concurso público municipal. O promotor destaca que 'é fato público e notório que o concurso foi totalmente organizado e executado pela UFMT". Ele reconhece no despacho que a Universidade é uma instituição 'idônea e de notória especialização na realização de concursos públicos, contratada pela prefeitura de Rondonópolis para a finalidade'.

O fato do candidato ao certame exercer cargo em comissão no funcionalismo municipal, destaca o promotor, 'não significa nem autoriza a ilação imediata de que seria beneficiado'. Wagner Camilo prossegue atestando de 'que não há nenhuma vedação legal a impedir que servidores públicos contratados ou comissionados se inscrevam como candidatos ao concurso'. O denunciante, na avaliação do promotor, 'não traz e nem indica qualquer prova ou indício convincente de que uma idônea e séria instituição de ensino e especializada como a UFMT estivesse a beneficiar qualquer candidato'.

Depois de reforçar que não vê 'na denunciação apócrifa um único elemento minimamente concreto que fundamente a investigação', o promotor indefere a instauração de inquérito e determina o arquivamento da notícia de fato. "Via de consequência, a manifestação sigilosa demonstra-se absolutamente vazia e genérica, e sem sustentação fática real para viabilizar a adoção de providências judiciais e/ou extrajudiciais contra a presunção de legitimidade dos atos administrativos ora praticados", afirma Wagner Camilo no despacho conclusivo.

Adnan Zagatto reafirma que depois de apresentar as informações necessárias para a UFMT realizar o concurso, com o a relação e descrição dos cargos, nenhum servidor da prefeitura teve acesso aos trabalhos desenvolvidos pela instituição especializada na área. "Contratamos a UFMT pela expertise e qualidade dos serviços na realização de concursos. Mas, a nossa relação acabou depois de passarmos as informações referente aos cargos para que pudesse elaborar o edital e definir todo o cronograma do concurso", assegura.

O secretário esclarece aos concorrentes que todos devem aguardar com tranquilidade pelo resultado do concurso. "Está tudo acontecendo dentro do cronograma e sem nenhum problema. A UFMT vai divulgar o resultado das provas no prazo previsto", garante.