CARNAVAL DO CALOTE

Envolvidos no evento são ouvidos na Câmara

Câmara de Vereadores quer saber quem é responsável pelas contas

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13 de Junho de 2017, 14h44

Envolvidos no evento são ouvidos na Câmara
Envolvidos no evento são ouvidos na Câmara

A segunda etapa da tentativa de esclarecimentos sobre os resquícios do Rondonfolia/2017 ocorreu na manhã desta terça-feira,13 no Plenário da Câmara de Vereadores.

Hoje foi a vez dos secretários e chefes de departamentos municipais serem questionados pelos vereadores. A questão principal do Carnaval é que ainda não foram quitados os compromissos com as bandas locais que se apresentaram e com outros prestadores de serviços.

O primeiro a ser ouvido foi o gerente de gestão financeira da |Secretaria Municipal de Cultura, Cícero de Moraes, que afirmou ser simplesmente o fiscal do contrato firmados por meio de pregão e que não poderia dizer nada sobre as responsabilidades com os pagamentos que ainda não foram efetuados. A negativa de informar os vereadores criou um clima de irritação no Plenário, mas Cícero se limitou a repetir que não poderia informar nada além dos resultados da fiscalização para que o contrato fosse executado e a realização do carnaval concretizada.Organização do Rondonfolia/2017 começou em 2016, na gestão anterior. Foto cedida

Quanto aos contratos, que responsabilizam, segundo Cícero de Moraes, os dois vencedores do pregão: Gileno Gomes de Almeida e Hércules de Abreu - Cuia, ninguém soube responder quando serão quitados.

Na sequência o vice-prefeito Ubaldo Tolentino Barros foi questionado pelos vereadores, que esperavam esclarecimentos sobre a execução e andamento dos processos de pagamento dos contratos.

O presidente da Casa de Leis, Rodrigo da Zaeli (PSDB), deixou claro que as perguntas poderiam ser as previamente formuladas ou outras que surgissem no decorrer do questionamento. "Queremos esclarecer e encontrar saídas para quem ainda espera o acerto de contas referente à realização do Carnaval", a declaração do presidente provocou a ira de alguns vereadores da base de apoio do prefeito Zé do Pátio (SD), mas os trabalhos continuaram.

Ubaldo disse que a prefeitura não tem responsabilidades pelas dívidas deixadas pelos contratados. "Nós tínhamos um recurso definido para o Rondonfolia de R$ 300 mil. Nem todo esse dinheiro foi gasto, mas falta legalidade para repassar recursos para os contratados via pregão. Só sei que eu não posso me responsabilizar por isso."

Público ou privado

Uma das dúvidas mais frequente durante toda a manhã, foi com relação a realização do Rondonfolia. "Afinal, este evento foi da prefeitura ou foi privatizado? Vimos propaganda na mídia garantindo que a realização era da Prefeitura de Rondonópolis, depois vem o vice-prefeito garantir que era pra ser um evento terceirizado e que a municipalidade não pode assumir o pagamento das bandas. Então, como fica?", questionou Fábio Cardozo (PPS), autor do requerimento que provocou a oitiva dos envolvidos.

Por fim o secretário de Cultura, Humberto Campos, foi o questionado pelos vereadores, mas ele só disse que não sabia de quem era a responsabilidade. "O carnaval começou a ser organizado ainda no ano passado, para ser um evento privado. Fizemos reuniões e a comissão foi formada, sob o coando de Hermélio Silva. Depois a prefeitura assumiu o evento e muitas bandas que já haviam sido contratadas tiveram de entrar em outro contrato, para que acontecesse o carnaval. Agora não sei como vai ser, nem sei de quanto foi o faturamento re como ficam as contas", encerrou Humberto