CRIME
Mudas plantadas em canteiros pela Coder foram furtadas
A denúncia foi feita por populares que testemunharam os casos
13 de Junho de 2017, 07h40
Centenas de mudas de flores, de arbustos e até de coqueiro, além de terra preta e vários metros de grama estão sendo furtados dos canteiros públicos em Rondonópolis.
A denúncia foi feita por populares que testemunharam os casos de furto.
A Coder (Companhia de Desenvolvimento de Rondonópolis) está desde o mês de maio fazendo a revitalização dos canteiros plantando dezenas de mudas de flores, de folhagens, de coqueiros e fazendo o gramado, além de desenhos ornamentais sob árvores frondosas que estão há mais de 20 anos plantadas às margens das vias públicas - como é o caso da Rodovia dos Estudantes.
O problema é que essas mudas são plantadas durante o dia, e algumas pessoas as furtam durante a noite e até no finalzinho da tarde quando retornam do trabalho e passam por esses locais.
"Eu ainda estava aqui fazendo uma relação das mudas plantadas, quando, de repente, uma mulher parou a sua moto e começou a pegar as mudas que ainda não haviam sido plantadas. Eu estava longe dela e gritei para que deixasse as mudas. Ela ficou brava e me desacatou, mas largou as mudas no chão", denunciou Paulo Sérgio - o Suquinho, como é conhecido - que ocupa o cargo de gerente do Núcleo de Paisagismo da Companhia.
Os trabalhadores da Coder estão fazendo a revitalização nos canteiros das avenidas Lions Internacional, Paulista, Júlio Campos e nas rotatórias. Quando o expediente acaba e os trabalhadores vão embora, alguns transeuntes carregam os cortes de grama e até terra preta dos canteiros. Esses itens são vendidos nos viveiros e costumam ter um preço não muito baixo.
Entretanto, o furto, além de ser um crime, é imoral e atenta contra a coletividade. "Eu estava sentado aqui e vi quando um homem subiu no canteiro e começou a pegar mudas de plantas. Fiquei indignado", disse José Dalmásio, fretista.
Fato semelhante nos foi relatado pela moradora no Colina Verde: "quando eu passava por aqui, nessa rotatória, vi uma mulher parar seu carro e pegar grama e mudas das plantas. Isso não pode acontecer", protestou a dona Geovani Bedim.
Por isso, o diretor-presidente da Coder, José Severino da Silva Neto - o Nino -, pede à população para que ajude o poder público a zelar e manter os canteiros e as praças públicas.
"Se continuar como está, pode ser que não sobre muita coisa, pois enquanto uns furtam outros usam os canteiros como cestos de lixo."
Mesmo observando o plantio de flores, o gramado que se forma verdinho e bonito, a vegetação com corte ornamental, muitos não respeitam e jogam desde embalagens de bolachas, balinhas, cigarros, garrafas pet, garrafas de vidro, papelão, plástico, isopor, etc.
Cuidar do que é público é dever meu e seu. É dever de todos.