MADRUGADA PERIGOSA
Mulher ameaça jornalista após prisão por cárcere de motorista e roubo de casa em MT
Suspeita foi presa em companhia de três menores de idade que também foram apreendidos
13 de Julho de 2026, 07h30
Uma mulher de 24 anos, apontada como suposta integrante de uma organização criminosa, intimidou um profissional da imprensa no interior da Delegacia de Polícia Civil de Sorriso, durante a madrugada deste domingo (12).
O episódio ocorreu logo após ela ser detida sob a acusação de se envolver no sequestro de um condutor de aplicativo e no assalto a uma propriedade residencial. Junto com ela, três menores de idade, com 14, 16 e 17 anos, foram recolhidos pelas autoridades por suposta coparticipação nos delitos.
Segundo a Polícia Militar, o crime começou na noite de sábado (11), quando dois adolescentes e a mulher renderam um motorista de aplicativo no início de uma corrida. Sob ameaças de morte, eles obrigaram a vítima a dirigir por diferentes pontos de Sorriso.
Ainda conforme a polícia, o grupo foi até uma residência, onde rendeu dois moradores, de 38 e 54 anos. Os suspeitos disseram fazer parte de uma facção criminosa, roubaram os celulares das vítimas, obrigaram os moradores a permanecerem de joelhos e os trancaram em um dos quartos antes de fugir.
Depois de ser libertado, o motorista procurou a polícia e relatou que também teve o celular roubado. Segundo ele, os suspeitos ainda fizeram transferências via Pix de sua conta bancária sem autorização.
Na ação, a Polícia Militar confiscou uma arma de fogo do tipo revólver, projéteis e nove aparelhos telefônicos. A corporação relatou que as hostilidades contra o repórter aconteceram enquanto ele realizava a cobertura da ocorrência no plantão policial.
De acordo com o registro oficial do caso, a detida declarou que o jornalista seria executado por uma facção, além de proferir intimidações em caráter pessoal contra a vítima. Os quatro suspeitos foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de Sorriso. A mulher apresentava escoriações leves que, segundo a Polícia Militar, foram provocadas pela resistência durante a prisão. Os demais não tinham lesões aparentes.