Saída de Feltrin da gestão de Ananias pode ser sintoma de crise na relação PR - PMDB
13 de Agosto de 2012, 19h39
A exoneração de Valdecir Feltrin da Secretaria Municipal de Saúde confirma a supremacia do grupo do PR sobre as duas principais lideranças do PMDB, o ex-prefeito José Carlos do Pátio e o deputado federal e presidente regional do partido, Carlos Bezerra. Confirma também que algo vai mal na coligação liderada pelos dois partidos nas eleições municipais.
Segundo fontes ouvidas pelo Buxixo a última conversa entre Feltrin e Ananias Filho foi tensa. Ananias teria cobrado mais comprometimento político e reclamado da ausência de Feltrin nos atos da campanha. Reclamou também da recusa do ex-secretário em colar adesivos no carro, como demonstração de apoio. Com ironia, Feltrin teria respondido que estava 'sem inspiração' para entrar na campanha. Foi a gota d'água para a exoneração. Esta versão foi parcialmente confirmada pelo ex-secretário em conversas com jornalistas.
O fato é que Feltrin estava no cargo desde o início da administração de Pátio, mas, antes disso, havia sido secretário nas gestões de Bezerra na Prefeitura de Rondonópolis e também no Governo do Estado. Ele é uma das figuras mais antigas e influentes do PMDB. Além da capacidade técnica na área econômica, é também considerado um 'aliado fiel' dos líderes peemedebistas.
Se sua exoneração não foi consequência de uma crise, certamente será a causa de um trauma profundo nas relações entre o PR e o PMDB.
É aguardar e conferir