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Projeto de lei que efetiva agentes de saúde tramita na Câmara

O assunto já esteve em debate na Câmara, que aprovou a criação dos cargos em outubro de 2014

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13 de Agosto de 2015, 16h34

Projeto de lei que efetiva agentes de saúde tramita na Câmara
Projeto de lei que efetiva agentes de saúde tramita na Câmara

Tramita na Câmara Municipal um projeto de Lei que pretende efetivar no cargo as Agentes Comunitários da Saúde (ACSs) e Agentes de Combate às Endemias (ACEs), que atualmente atuam como prestadores de serviço para a prefeitura. A medida foi tomada após a edição da Emenda Constitucional 51/2006, que permitiu aos estados e municípios a admissão de ACSs e ACEs por meio de processo seletivo público, admitindo ainda a permanência no serviço público de agentes comunitários que tenham sido submetidos a anterior processo de seleção pública e reconhecendo vínculo de emprego de agente comunitário contratado anteriormente.

O assunto já esteve em debate na Câmara, que aprovou a criação dos cargos em outubro de 2014 e também criou uma comissão para analisar a efetivação das agentes. Essa comissão se reuniu por diversas vezes e foi criado um projeto de lei para tratar do assunto, que foi protocolado na Câmara com pedido de urgência na última quarta-feira, 12, mas foi retirado de pauta para receber emedas dos vereadores.

'Esse projeto está 95% bom, mas vamos precisar apresentar algumas emendas para corrigir algumas situações', disse o vereador Fábio Cardozo - Foto GAzetaMTDe acordo com o vereador Fábio Cardozo (PPS), que acompanhou toda a discussão, não existe uma discordância dos parlamentares com o teor do projeto, mas existem questões que precisam ser corrigidas, antes de ir para a votação em plenário. "Esse projeto está 95% bom, mas vamos precisar apresentar algumas emendas para corrigir algumas situações, como o caso das agentes contratadas em 2011, que não é citado no projeto original. Mas o importante é que o prefeito teve boa vontade e entendeu a situação dos servidores, que precisavam de segurança para poderem trabalhar. Acho que chegamos a um bom termo e vamos poder efetivar essas trabalhadoras dentro da lei", informou.

A previsão do vereador é que o projeto de lei receba as emendas dos vereadores durante essa semana e volte à pauta da Sessão Ordinária da próxima quarta, quando deverá ser aprovado por ampla maioria dos 21 votos dos vereadores.

Entenda melhor o caso

A discussão em torno da efetivação das agentes de saúde e endemias começou após  o Município divulgar uma resolução do Tribunal de Contas do Estado (TCE) que determinava que todas as prefeituras de Mato Grosso encerrassem os contratos de todos os ACS e ACE que foram contratados e efetivados depois do ano de 2006. Em Rondonópolis, a medida atingiria e 176 ACS e 106 ACE.

Por conta disso e em face da necessidade das profissionais para a saúde pública, uma comissão formada pelos vereadores, representantes das agentes e da prefeitura entrou em cena para encontrar uma forma juridicamente viável de efetivar essas trabalhadoras, o que deve acontecer após a aprovação e a promulgação da lei em questão.

Os ACS e ACE tiveram sua profissão reconhecida ainda em 2013 e seu piso salarial estabelecido pelo Governo Federal em R$ 1.014. Por conta disso, o TCE passou a reconhecer essas duas categorias como profissionais e estabeleceu que para prestarem serviços para as prefeituras e receberem o seu piso salarial, que eles sejam contratados por meio de seletivo público, que funciona nos moldes de concurso público, mas com o diferencial que a candidata ou candidato ao cargo morem na região em que vão trabalhar.