DEMISSÕES
Nova reforma do Estado terá cortes drásticos, diz secretário
13 de Agosto de 2016, 13h23
O secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, prometeu que o Projeto de Lei que trata sobre a segunda fase da reforma administrativa será encaminhado à Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Desta vez, Paulo disse que até a última semana de agosto a minuta da reforma estará no Parlamento mato-grossense.
Além disso, o chefe da Casa Civil informou que se reunirá na próxima semana para apresentar a minuta aos deputados da base aliada e que os cortes serão drásticos. Segundo o secretário, apenas os custos básicos de manutenção das pastas, como luz, telefone e água serão mantidos.
O secretário reconheceu que o processo para elaboração da reforma administrativa demorou. "Isso aconteceu porque tivemos que nos centrar nas discussões da Revisão Geral Anual (RGA). Por cerca de três meses nós aprofundamos e empreendemos nossas forças para resolver essa situação. E acredito que não poderia ter sido diferente. A reforma está finalizada, nesta próxima semana vamos nos reunir com os deputados da base, para que eles tenham a possibilidade de analisar e fazer suas considerações e logo depois na semana seguinte o projeto estará na AL para votação dos deputados".
Apesar de não ter aprofundado no tema, Taques adiantou que as mudanças devem trazer grandes impactos para as secretarias estaduais. "Pretendemos fazer alterações em autarquias, fusões, enfim, mas não avançarei nesse assunto - não por ser um segredo de Estado - mas porque há pais de famílias que podem ficar preocupados com possíveis cortes. Nós respeitamos todos nossos servidores e já informamos todos eles sobre as mudanças que vão acontecer. Esse corte será no estilo de um domiciliar. Ficaremos com energia e água. Vamos parar algumas coisas que estamos fazendo para dar prioridade aos salários, saúde, segurança e educação. Cortaremos onde puder cortar. O governador já pediu cortes em todas as secretarias. Não podemos ter gastos secundários, tudo será enviado às prioridades".
Taques disse que o Estado busca o equilíbrio nas contas e que o governador precisou estabelecer prioridades. "Nós buscamos reduzir a máquina e fazer que os processos andem mais rapidamente. Temos que levar os serviços aos cidadãos que estão na ponta com muito mais agilidade. Com uma máquina mais enxuta, certamente alcançaremos esse objetivo".
Sobre a troca no staff, Taques também não comentou muito, mas garantiu que os secretários já estão informados sobre o tema. "Alguns sairão para cumprir compromissos nas eleições, nós já estamos debruçados nesses pormenores".
Das mudanças mais recentes que aconteceram, o Executivo terá a criação do Gabinete de Articulação Política, onde Paulo Taques será o líder. No seu lugar e com uma missão mais administrativa, Luiz Carlos Nigro ocupará a Casa Civil.
Na primeira etapa da reforma administrativa, o Governo extinguiu 1.130 cargos comissionados. A Loteria do Estado de Mato Grosso (Lemat) também foi extinta, assim como 40 cargos em comissão e funções de confiança da secretaria Extraordinária da Copa (Secopa).
Agora serão extintos 30 dos 57 fundos existentes em Mato Grosso. Destes, 26 já estão inativos e, portanto, será apenas a formalização do fim das atividades.
Com informações Gazeta Digital