RANKING POLÍTICO
Dados avaliam atuação de políticos do MT no cenário nacional e expõem “abismo parlamentar”
13 de Setembro de 2016, 15h34
Um ranking que mede a atuação de políticos em todo o Brasil segue dando o que falar na internet. Fundado por dois administradores de empresa, o Ranking Político do político.org.br engloba parlamentares de todas as esferas públicas, dividindo os pontos positivos e elencando em tabelas gerais e específicas.
Parece complicado, mas não tanto. "Um ranking que compara políticos de todo o Brasil, classificando os legisladores do melhor para o pior", explicam os fundadores. Cada político começa com duzentos pontos e, de acordo com os dados que obtemos, ele pode ganhar ou perder pontos. Por fim, os números são tabulados em ordem.
Dada esta introdução, melhor ir direto ao que interessa: os parlamentares de Mato Grosso. Sim, lá estão. Uns em melhor situação, outros nem tanto. Escolhemos para continuar este texto, a título de exemplo, a comparação entre os senadores que representam este Estado.
Primeiramente o lado bom: José Medeiros (PSD). No ranking geral, sem distinção de cargo ou órgão em que atua, o parlamentar aparece na 16ª posição. É o mato-grossense mais bem colocado. Dos 200 pontos iniciais, acrescentou outros tantos e segue com totais 367 pontos.
No quesito específico qualidade legislativa, o senador bate a casa dos 118 pontos. Este tópico trata exclusivamente dos projetos de Lei apresentados pelo parlamentar, bem como seu posicionamento em propostas de relevância ao cidadão (se votou a favor ou contrário cada medida).
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Longe dali, quase que em outra dimensão, aparecem os demais senadores de Mato Grosso. Wellington Fagundes e Cidinho Santos, ambos do PR. O primeiro na 55ª posição e o último, na casa dos incríveis 74º.
Sobre Fagundes, nos tópicos "Presença nas Sessões", "Privilégios" e "Processos Judiciais" o saldo é negativo. Quanto a "Participação Pública" a pontuação é zero. No fim, dos 200 pontos iniciais, marca apenas 166.
Cidinho, ainda pior, não é positivo nem mesmo na pontuação final, que engloba os 200 iniciais. Negativos 100 é seu resultado. Seu ponto alto é o tópico "Processos Judiciais", que o destina -364 pontos. "Avaliamos matematicamente a ficha de processos judiciais do político. Impacta a pontuação a menção a crimes graves e a condenação, como por exemplo estelionato, formação de quadrilha, corrupção e etc. Para cada crime é subtraído 25 pontos, para cada crime grave é subtraído 100 pontos. E, caso haja condenação ao final do processo, duplica-se a punição de pontos, resultando na perda de aproximadamente 200", explica o site.
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É aquela história sobre os dois lados de um imenso Mato Grosso...
