ACUSAÇÕES
Mauro reclama de fake news e diz que Taques menospreza eleitor de MT
Ex-prefeito diz que funcionários devem receber rescisões após decisão judicial
13 de Setembro de 2018, 08h06
O ex-prefeito de Cuiabá e candidato ao Governo do Estado, Mauro Mendes (DEM) se manifestou nesta tarde de quarta-feira para rechaçar as acusações de empregar trabalho análogo ao escravo em uma de suas empresas, no Estado de Rondônia, e de ser o responsável por deixar 800 famílias na extrema pobreza. As acusações foram feitas pelo governador e candidato à reeleição Pedro Taques (PSDB) nesta manhã em entrevista ao jornal MTTV 1ª Edição, da TV Centro América, afiliada à Rede Globo.
Por meio de nota, o ex-prefeito afirmou que a empresa Mavi, da qual é sócio, precisou demitir funcionários no ano de 2015, devido ao processo de recuperação judicial. Mas que, diferente do acusado pelo governador, a dispensa foi feita de forma regular.
Segundo ele, houve o pagamento do salário e ajuda de custo para os funcionários retornarem às suas casas, em outras cidades ou Estados. "Os únicos valores pendentes de pagamento são as verbas rescisórias, cujo montante já está devidamente disponibilizado em conta judicial. Tais verbas ainda não foram pagas por culpa exclusiva da lentidão da Justiça e em razão dos sucessivos recursos interpostos pela empresa terceirizada Linha Verde Transmissora de Energia S/A (LVTE), que havia feito a contratação dos funcionários", diz trecho do documento.
Mauro também classificou as declarações de Pedro Taques como mentirosas e fake news contra sua honra. Na nota, o ex-prefeito também cita que Taques já teve programa eleitoral suspenso pela Justiça Eleitoral ao propagar acusações contra Mendes.
O ex-prefeito ainda citou que sua empresa não questionou a sentença de pagamento das verbas rescisórias. Também explica que a própria é autora de um pedido na Justiça que visa liberar o pagamento dos direitos dos trabalhadores.
Nesta manhã, Taques relembrou que, enquanto procurador de Justiça, ajudou a criar a "lista suja" do trabalho escravo. Ele acusou Mauro Mendes de deixar seus funcionários sem receber e abandonados em alojamentos em condições desumanas. "Dignidade é tratar o seu trabalhador com respeito. Vou contar um caso de Rondônia, 800 trabalhadores estão passando fome morando em alojamento tipo de animais, como diz a juíza do trabalho de Rondônia porque o candidato Mauro Mendes não paga seus trabalhadores. Isso é tratar as pessoas com a violação dos direitos humanos", acusou.
Nota
Sobre os ataques do governador Pedro Taques (PSDB) na TV Centro América, o candidato Mauro Mendes (DEM) esclarece que:
1) Em razão da recuperação judicial do Grupo Bipar, em 2015, houve uma dispensa de trabalhadores em Cacoal, Rondônia, que atuavam para a empresa Mavi, da qual sou sócio. Mas, ao contrário do informado maldosamente pelo governador, os funcionários não levaram calote da Mavi, tampouco passaram fome ou trabalhavam em condições de escravidão.
2) A Mavi promoveu a dispensa de forma regular e pagou os salários e a ajuda de custo para que os funcionários pudessem voltar para seus locais de origem, pois muitos deles moravam em outros Estados.
3) Os únicos valores pendentes de pagamento são as verbas rescisórias, cujo montante já está devidamente disponibilizado em conta judicial.
4) Tais verbas ainda não foram pagas por culpa exclusiva da lentidão da Justiça e em razão dos sucessivos recursos interpostos pela empresa terceirizada Linha Verde Transmissora de Energia S/A (LVTE), que havia feito a contratação dos funcionários.
5) A Mavi em nenhum momento questionou a sentença no que tange ao pagamento das verbas rescisórias, uma vez que entende ser direito legítimo dos ex-funcionários.
6) Conforme consta no próprio processo, a Mavi ingressou com pedido na Justiça em que solicitou a liberação dos pagamentos, visando amparar financeiramente os trabalhadores e suas famílias.
7) As declarações mentirosas feitas pelo governador Pedro Taques mostram que ele insiste em propagar e criar fake news contra mim. Por mentiras como essas, ele já foi condenado pela Justiça Eleitoral e teve o programa suspenso. Porém, insiste em desrespeitar o eleitor, menosprezar a Justiça e cometer crimes durante o período eleitoral.