FINANÇAS

Taques promete voltar pagar salários dentro do mês em 2019

Governador pretende recuar um dia por mês a partir de janeiro

por GazetaMT

13 de Setembro de 2018, 08h03

Taques promete voltar pagar salários dentro do mês em 2019
Taques promete voltar pagar salários dentro do mês em 2019

Candidato à reeleição, o governador de Mato Grosso, Pedro Taques (PSDB) afirmou, durante entrevista ao MT1 nesta quarta-feira (12), que, se reeleito, pretende quitar a folha de pagamento do funcionalismo público em dia. Desde 2016, os salários dos servidores estão sendo pagos no dia 10 do mês seguinte.

Pedro Taques foi o terceiro a participar da rodada de entrevistas feita pela TV Centro América, afiliada da Rede Globo, com os candidatos ao governo estadual. Na segunda-feira (10), o entrevistado foi Mauro Mendes, do DEM, e, na terça-feira (11), Arthur Nogueira (Rede).

As entrevistas seguem até sexta-feira (14). Pedro Taques é ex-procurador da República, ex-senador e, em 2014, foi eleito governador.

Durante a entrevista, o candidato apontou a falta de recursos como causa dos problemas da saúde no estado. "Faltaram mais recursos financeiros para a saúde. Vamos começar pelos hospitais filantrópicos, o meu governo foi o único que repassou dinheiro para eles. Quase R$ 22,5 milhões. Agora aprovamos o fundo emergencial e resolvemos o déficit dos filantrópicos. O Hospital Regional de Sinop está em reforma e o Hospital Regional de Rondonópolis também. A saúde ainda não está como desejamos, quero dizer isso. Mas a saúde combateu a corrupção, tem mais organização e tem continuidade. Não podemos zerar a saúde novamente e temos que seguir em frente", declarou.

Pedro Taques também se desculpou pelos atrasos de salários dos servidores públicos e prometeu antecipar o pagamento gradativamente, até voltar a quitar dentro do mês trabalhado. "Nós pagamos 97% dos servidores no dia 10, dia previsto constitucionalmente. Os outros 3% foram pagos um dia depois. Peço desculpa a esses 3%, porque começamos a processar a folha de pagamento no dia 10, o que gerou um atraso. A partir de janeiro do ano que vem, já teremos condições de começar a recuar um dia para encaixar o salário dentro do mês. Esse é o nosso desejo e estamos trabalhando muito para isso", afirmou.

VLT

Questionado sobre o futuro do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), previsto para a Copa do Mundo de 2014, o candidato afirmou que só deve investir dinheiro no modal quando as questões jurídicas relacionadas à obra estiverem resolvidas. "Quando se começa mal feito, para resolver é muito difícil. Sobre o VLT, já fizemos um chamamento público. Não tem projeto o VLT. Foi o maior erro histórico de Mato Grosso. Em um novo mandato, faremos um processo de manifestação de interesse, que já está em publicação para que as empresas possam buscar e terminar o VLT. Não coloco R$ 1 no VLT enquanto não resolver as questões da Justiça, porque roubaram o dinheiro, receberam o dinheiro da corrupção e não foi a minha administração", disse.