Fora do pleito
Vereador de primeiro mandato, Vanzeli diz que não sai à reeleição e vai abandonar a política
'Eu não tenho pretensão eleitoral futura. Esse ano eu me retiro da política. Não quero mais saber de política', disse
14 de Janeiro de 2016, 15h49
O vereador de primeiro mandato Carlos Vanzeli (PDT) não deve disputar a reeleição e diz que vai abandonar a militância política. Sem entrar em detalhes sobre os motivos que o levaram a tomar a decisão, ele se mostra decepcionado e diz que quer retomar sua vida 'de antes'.
"Eu não tenho pretensão eleitoral futura. Esse ano eu me retiro da política. Não quero mais saber de política", em tom de amargura.
Advogado, professor de direito e apresentador de um programa de TV de sucesso, Vanzeli se lançou candidato pela primeira vez em 2012, quando obteve 1.382 votos, que apesar de ser um número considerável de votos, muito acima de outros que se elegeram, ele ficou apenas na primeira suplência de seu partido, somente assumindo uma vaga em definitivo na Câmara com a ida do também vereador Aristóteles Cadidé (PDT) para o governo do estado.
Apesar de não falar abertamente sobre isso, o ainda vereador é um homem de família e tem tido pouco tempo para se dedicar à ela e a seus outros afazeres, mas também há um ressentimento e uma nítida decepção com o modelo 'presidencialista' de governo, quando os governantes eleitos pelo povo tudo decidem em nome desse povo, sem consulta-lo. "Uma das críticas que tenho ao modelo presidencialista é que o eleito não tem o voto do povo para mandar em tudo na cidade. Ele tem o voto para administrar a cidade ouvindo a maioria e isso, infelizmente, não acontece dessa forma. O prefeito governa como um rei", disse, em Sessão Extraordinária recente do Parlamento Municipal.
A fala de Vanzeli tinha como alvo, no caso específico, ele se referia ao prefeito Percival Muniz (PPS), mas a frase também se aplica a governadores e presidentes da República. Não se pode garantir que o vereador não vá mudar de ideia até a data das convenções partidárias, que acontecerão entre os dias 20 de julho a 5 de agosto, mas em caso de confirmação, o Legislativo deve perder um de seus mais qualificados e equilibrados parlamentares.