CASO RODRIGO CLARO
Tenente acusada da morte de aluno volta ao trabalho após inúmeros atestados
A mãe de Rodrigo Claro chegou a questionar o fato dela ter voltado às atividades, após atestados alegando depressão
14 de Janeiro de 2019, 15h46
A tenente do Corpo de Bombeiros
, voltou às atividades dentro da corporação, após quase dois anos de afastamento. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa dos bombeiros.
Ledur está exercendo às atividades administrativas na Diretoria de Segurança Contra Incêndio e Pânico, desde a semana passada.
A tenente é acusada de atos de tortura que culminaram na morte do aluno Rodrigo Claro, em novembro de 2016. O crime foi praticado por ela no âmbito do 16º Curso de Formação para novos soldados do Corpo de Bombeiros.
Desde então, Ledur vem apresentando uma sequência de atestados médicos onde alega sofrer de problemas psicológicos, ficando quase dois anos afastada. A volta da tenente às atividades na corporação foram questionadas pela mãe de Rodrigo, dona Jane Patricia Claro.
"É de se estranhar que todo esse tempo, ela apresentou inúmeros atestados médicos, alegando um quadro de depressão profunda, e agora do nada ela simplesmente voltar às atividades. Como se nada tivesse acontecido", questionou mãe do bombeiro morto.
O caso
Rodrigo perdeu a vida no dia 15 de novembro de 2016, cinco dias após a realização de uma prova de travessia, na Lagoa Trevisan, em Cuiabá (MT). Tudo começou quando Rodrigo, passou a apresentar dificuldades no desempenho das atividades aquáticas, passou a ser, supostamente, perseguido pela instrutora da modalidade e tenente Izadora Ledur.
De acordo com relatos de testemunhas, Rodrigo já estava no final da prova, quando passou a se queixar de fortes dores de cabeça. Sem forças para continuar, o jovem passou a ser ajudado por um colega de prova.
Isso teria sido visto com maus olhos pelo tenente, momento onde teria passado a castigá-lo com os chamados "caldos", sequência de afogamentos no meio da lagoa. Ainda conforme testemunhas, Rodrigo chegou a pedir para desistir da prova, pois não aguentava mais.
No entanto, Ledur teria o obrigado a continuar a prova, onde os castigos contra Rodrigo continuaram até o fim.
Exausto e passando mal, o jovem pegou a motocicleta dele e procurou ajuda no hospital. Cinco dias após ficar internado e passar por cirurgias, Rodrigo morreu.