ESQUERDA
PSOL anuncia pré-candidato a prefeito e quer acabar com estigma de 2016
Sigla admite erro político com candidatura municipal há quatro anos e foca em recuperar espaço
14 de Janeiro de 2020, 08h41
O PSOL de Rondonópolis anunciou ontem (13) pré-candidatura de Kleison Teixeira à prefeitura em 2020. Quatro anos depois da primeira participação da sigla no processo, a missão é reverter o estigma do "erro político" cometido em 2016.
Teixeira tem 32 anos é trabalhador do setor privado, estudante universitário e tem como principal bandeira a defesa de um projeto desenvolvido na área de ciências políticas. Segundo afirma, um projeto de políticas públicas amplo na área de infraestrutura, saneamento, etc. É, ainda, defensor da causa LGBT.
Sem recurso, a campanha do PSOL segue limitada. Tradicionalmente, o partido não forma aliança com nenhuma outra sigla. "Contribuir para o debate já está de bom tamanho. As pessoas estão acostumadas a participar de cada eleição apenas como eleitores, nunca como agentes efetivos no processo democrático. Por isso o que se tem é alternância de grupos e falta de representatividade', analisa.
Como ação integrada ao projeto, Teixeira defende a criação de Associações de Demandas de Bairros (Adeb). "A ideia é democratizar as demandas e encurtar a burocracia no setor público. Muitas pessoas não tem tempo de acompanhar uma audiência pública, por exemplo. Por é preciso é levar para os centros comunitários nos bairros as discussões. Em parceria com a Câmara, dividir estrategicamente a cidade para que as lideranças possam atender a população" afirma.
"Erro político"
Em 2016, a primeira participação Psolista no processo eleitoral foi marcada pela candidatura de Rubens Cantuário a prefeito. O então candidato não demorou muito para se tornar comentado na cidade, mas não positivamente. De pouca articulação, figurou episódios que mais tarde se tornariam chacota em entrevistas e debates eleitorais.
Do ponto de vista político, a insistência do PSOL na candidatura de Cantuário quase custou caro. Isolada pelos diretório nacional e estadual, o partido não caminhou. Cantuário saiu da disputa com pouco mais de 1,5 mil votos válidos. Dois anos mais tarde seria, ainda, candidato a deputado federal. "Penso que o menos culpado por este episódio seja o Rubens, foi uma decisão junto ao partido a candidatura. Sei que o estigma ficou e que posso enfrentar neste ano rejeição por conta deste histórico. Mas durante a caminhada este cenário tende a mudar", diz Teixeira.