Improbidade

Delegada de Rondonópolis deve ser exonerada imediatamente por desonestidade administrativa

A delegada teria orientado o camelô a comprar produtos idênticos aos apreendidos

por Rondonópolis, MT - Laíne Macário

14 de Outubro de 2019, 17h09

Delegada de Rondonópolis deve ser exonerada imediatamente  por desonestidade administrativa
Delegada de Rondonópolis deve ser exonerada imediatamente por desonestidade administrativa

A delegada Anaíde Barros de Souza Santos foi notificada pelo governo nesta segunda-feira (14) a ser exonerada imediatamente por improbidade administrativa em um caso envolvendo a apreensão de produtos piratas.

O Ministério Público Estadual (MPE) narra que, em 7 de dezembro de 2005, foram apreendidos CDs, DVDs e bolsas falsificadas no Shopping Popular de Rondonópolis, conhecido como "Camelódromo". Os produtos pertenciam a Nivaldo Duque dos Santos, que procurou a delegada durante o plantão na noite daquele dia. Os dois conversaram por "algumas horas, fato presenciado por várias pessoas".

A delegada teria orientado o camelô a comprar produtos idênticos aos apreendidos, mas da marca original. Anaíde teria, então, ido pessoalmente à Gerência de Criminalística de Rondonópolis e trocado o material apreendido pelo original comprado posteriormente.

A condenação ocorreu em fevereiro de 2012. Houve apelação ao Tribunal de Justiça, mas o recurso foi negado pela 1ª Câmara de Direito Público e Coletivo e o processo reenviado à 1ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Rondonópolis em abril deste ano. A delegada também teve recurso negado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), com trânsito em julgado em fevereiro.