Maioria
PT aprova participação no Governo e deve definir eleição na Câmara Municipal
A decisão foi tomada em reunião do diretório municipal, com a aprovação de mais de 90%; petistas querem governo mais popular.
14 de Novembro de 2012, 10h20
O Partido dos Trabalhadores (PT) vai participar da administração de Percival Muniz (PPS) na Prefeitura e integrará a base de apoio do prefeito eleito na Câmara Municipal. A decisão foi tomada ontem (13) em reunião do diretório municipal do PT com a aprovação de dezenove, dos 21 membros presentes. Um deles se absteve de votar e apenas um votou contra a aliança.
O resultado da reunião foi comunicado hoje (14), por telefone, ao prefeito eleito Percival Muniz, que está em São Paulo. A direção petista espera oficializar a decisão aos vereadores da base de apoio numa reunião que será realizada ainda nesta semana.
Conforme o vereador e presidente do diretório municipal do PT, Mauro Campos, os membros partido não discutiram a ocupação de cargos na Prefeitura, mas esperam que o apoio resulte na incorporação de algumas propostas e em práticas administrativas que priorizem os investimentos na área social e a participação popular.
"A ideia é ajudar a Administração Municipal, inclusive buscando mais investimentos do Governo Federal, para atender bem a população. A cidade está crescendo, tem um futuro promissor e precisamos ter maturidade para deixar o período da campanha para trás e governar para todos", explicou Mauro Campos.
Segundo o líder petista, a quase unanimidade obtida na reunião de ontem demonstra que a decisão tem respaldo da militância e é coerente com a atuação do partido. "Fizemos uma campanha tranquila, com críticas construtivas e sem atacar ninguém. Isso facilita muito o diálogo", afirma.
Eleição na Câmara
A coligação que apoiou Percival elegeu 10 vereadores e, com a adesão do PT, passa a ter maioria entre os 21 parlamentares que vão escolher a próxima Mesa Diretora da Câmara Municipal. A eleição será no dia primeiro de janeiro e, até o momento, ainda não há uma chapa definida para a disputa.
Segundo Mauro Campos, o partido espera participar da discussão sobre a composição da chapa, mas não tem preferência por nomes ou cargos.
"O que for consenso dentro do grupo, vamos respeitar. Não temos nenhuma vaidade em relação a isso. Podemos até ter divergências, mas o que for decidido deverá ser acatado por todos de forma democrática. Nossa meta é manter a coesão com o grupo", diz Mauro Campos.
O petista adiantou, no entanto, que a próxima Mesa Diretora deverá garantir um tratamento equânime aos vereadores e estabelecer uma comunicação melhor com a sociedade. "Precisamos de uma Câmara mais popular, que ouça mais a comunidade".