ANALISTA
Ministro Maggi avalia respingos de eleições nos EUA na economia do Brasil
14 de Novembro de 2016, 09h22
Antenado, o mato-grossense ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), de olho no resultado das eleições norte-americanas, avaliou os respingos da vitória do empresário Donald Trump aqui em terras tupiniquins. "Podemos obter vantagens", afirmou Maggi durante encontro nacional.
Sigamos o raciocínio: segundo Maggi, caso Trump cumpra as promessas que fizera durante a campanha com relação a renegociar acordos comerciais firmados pelos EUA para preservar o mercado interno, automaticamente países como a China, entre outros, passariam a estabelecer maiores relações comerciais com o Brasil.
O pensamento, em linhas gerais, é encher a barriga pelas sobras. "Pode sobrar coisa boa pra gente, porque se ele começar a proteger o mercado de produto chinês, por exemplo, a China vai vetá-los na venda de alimentos. Então, se ele começar a trancar produto industrial para países para onde ele vende muito alimento, o Brasil pode ter vantagem", analisa Maggi.
Vale lembrar que em recente peregrinação pelos países da Ásia, o ministro fechou parcerias milionárias junto aos países consumidores do agronegócio brasileiro. Estima Maggi que a viagem poderá render até US$ 2 bi em negócios.
Voltando à vitória de Trump, tal fechamento para fora do umbigo, se estiver certo o ministro, acarretará em bons frutos para a economia brasileira. O presidente eleito dos EUA Trump disparou contra muçulmanos, mexicanos, chineses, japoneses e coreanos, entre outros, gerando incertezas sobre suas posições e propostas.
Que não cumpra todas as promessas que fizera o excêntrico Trump. No que cabe à economia brasileira, porém, todo ganho é bem-vindo.