Notificação

Impro exige que Prefeitura use dinheiro da venda de terrenos para pagar dívidas previdenciárias

Instituto cobra cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal e enviou cópias da notificação para o MP, Câmara e para o TCE-MT.

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14 de Dezembro de 2012, 04h00

Impro exige que Prefeitura use dinheiro da venda de terrenos para pagar dívidas previdenciárias
Impro exige que Prefeitura use dinheiro da venda de terrenos para pagar dívidas previdenciárias

A direção do Instituto Municipal de Previdência de Rondonópolis (Impro) notificou a Prefeitura sobre a obrigatoriedade de utilizar os recursos provenientes da venda de terrenos para a quitação dos débitos previdenciários. A expectativa é de que a medida garanta a regularização dos pagamentos devidos à entidade. Conforme informações prestadas pelo Instituto, os repasses patronais estão atrasados desde julho, os parcelamentos deixaram de ser pagos em maio e até ontem a Prefeitura não havia pago os valores descontados na folha de novembro dos servidores municipais.

A priorização dos débitos previdencários é prevista claramente no artigo 44 da Lei de Responsabilidade Fiscal. O texto diz que é 'vedada a aplicação da receita da alienação de bens e direitos para despesa corrente, salvo se destinada por lei aos regimes de previdência social', o que impede a Prefeitura de destinar os recursos arrecadados para quitar dívidas com fornecedores visando o fechamento das contas do ano.

A notificação foi encaminhada na última terça-feira (11) com cópias para a Câmara Municipal, Ministério Público e o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). 

Segundo o diretor executivo do Impro, Josemar Ramiro, a decisão de fazer a notificação ocorreu após a alteração feita pela Câmara na Lei Orgânica autorizando a venda de terrenos por prefeitos em fim de mandato.

"Vimos as notícias de vários terrenos seriam vendidos com o objetivo de garantir o pagamento de despesas correntes e decidimos fazer a notificação para evitar erros. Se houver saldo, ele deverá ser destinado ao pagamento das dívidas previdenciárias", ressaltou Josemar.

O dirigente explicou ainda que, diante da expectativa gerada com a venda dos terrenos, o Instituto só negociará um novo parcelamento após conhecer o resultado obtido com as áreas vendidas nos últimos dias. 

"Se houver dinheiro em caixa terão de pagar o a dívida, e não parcelar", antecipa Josemar.