Tormenta à vista
Apesar do apoio na ALMT, ida de Janete Riva para TCE deve encontrar forte oposição
14 de Dezembro de 2014, 10h43
A candidata derrotada ao governo, Janete Riva (PSD) passará nesta terça-feira (16) por uma sabatina na Assembleia Legislativa, cumprindo o rito formal para ingresso no Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT). Deve encontrar na sabatina um ambiente razoavelmente amigável, já que sua indicação foi aprovada pelo colégio de líderes na última sexta-feira com os votos de 15 dos 24 deputados - cinco deles votaram em José Domingos (PMDB) e quatro se ausentaram. E nada indica que o placar mudará quando a votação for sacramentada pelo plenário da Casa.
Mas, mesmo que seja confrontada por um ou outro questionamento mais incisivo por parte dos parlamentares, Janete sabe que seus maiores desafios são externos à Assembleia. A ida dela para o TCE-MT já foi criticada pelo governador eleito Pedro Taques (PDT) e também por entidades civis, como a OAB-MT e o Movimento de Combate à Corrupção.
Os detratores dizem que ela não preenche todos os requisitos para o cargo. E lembram episódios recentes, como a inclusão de Janete na lista de empregadores que praticam trabalho escravo e também as investigações de irregularidades na Secretaria Estadual de Cultura - que esteve sob o comando dela durante boa parte do governo de Silval Barbosa (PMDB).
Ou seja, também sob esta ponte muita água pode rolar...