Legislativo
Cadidé quer audiência pública para discutir terminal ferroviário da ALL
A preocupação do vereador é com o tráfego intenso de caminhões e carretas que se formará na rodovia BR 163, nas proximidades do terminal
14 de Março de 2013, 10h04
O vereador Aristóteles Cadidé (PDT) quer a realização de uma audiência pública para discutir as implicações da chegada dos trilhos e da instalação do terminal de cargas da América Latina Logística (ALL) na cidade. O seu requerimento ainda vai tramitar na Câmara, mas ele já adianta que quer a presença da classe política local, empresários e sociedade civil organizada.
A principal preocupação do vereador é com o tráfego intenso de caminhões e carretas que se formará na rodovia BR 163, nas proximidades da entrada do terminal, o que pode provocar congestionamentos, como já ocorrem nas cidades de Alto Araguaia e Itiquira, por onde também passam os trilhos da ferrovia.
"Não podemos aceitar que aconteça aqui o que já aconteceu nessas cidades. Eu vejo todos muito empolgados com a ferrovia, mas ela não veio para Rondonópolis, ela veio para uma fazenda particular, onde criaram uma cidade vizinha e a prefeitura nem sabe o que acontece lá. Se tem prefeitura aqui, ela tem que gerir. E nós, vereadores, temos que fiscalizar e checar para saber se está tudo certo, como eles dizem que está", disparou o vereador.
Na visão de Cadidé, que além de vereador é policial rodoviário, é preciso que seja apresentada uma solução urgente para a questão do aumento do tráfego na rodovia, sob pena de se inviabilizar a cidade. "Queremos que a cidade absorva esses investimentos, essas empresas, e que acompanhe o progresso. Mas nós não temos alternativa: a cidade está num entroncamento e, devido a uma obra que teve que diminuir a velocidade no perímetro urbano da cidade, já houve um engarrafamento de vinte quilômetros. Os engarrafamentos próximos à Itiquira e Alto Araguaia chegam próximos a cinquenta quilômetros. Nós não podemos correr esse risco", alertou.
Ele cobra que a ALL apresente um plano propondo uma saída para o problema e propõe que seja construído um viaduto no local. "Nem mesmo uma pista dupla resolve, pois haverá um bloqueio viário ali. Os caminhões são veículos grandes e eles acabam obstruindo a pista. Para resolver isso, temos que ter um viaduto no local, com uma passagem subterrânea e isso é algo tem que ser feito antecipadamente, para não termos que correr atrás posteriormente e novamente a população pagar o preço. Queremos ter a tranquilidade de que a cidade não pereça por conta da chegada do terminal", finalizou.