Regalias indevidas comprometem sucesso da campanha pela acessibilidade
14 de Março de 2013, 14h05
Sem dúvida alguma é louvável o esforço feito por vereadores, Setrat e representantes da sociedade organizada em defesa da acessibilidade. O termo engloba uma série de fatores relacionados à liberdade de ir e vir, todos relevantes e com impactos diretos na qualidade de vida numa cidade como a nossa.
Mas, sem desmerecer o que começa a ser feito, vale dizer que as ações futuras poderão não ter êxito se continuarmos ignorando as leis já existentes. Uma delas é a que regulamenta o tráfego de caminhões pesados na região central da cidade.
Quem vive ou precisa passar próximo a grandes supermercados (como o Atacadão, por exemplo), precisa dividir espaço com carretas enormes que estão sempre manobrando no meio da rua - atravancando o tráfego e aumentando os riscos de acidente.
O mesmo vale para a falta de disciplina dos carros-fortes que transportam valores. Param onde querem, quando querem e permanecem impunes. O estranho é que os amarelinhos, sempre tão ágeis na hora de multar o cidadão comum, fingem não ver os ilícitos cometidos.
Enquanto houver a impressão de que a lei não vale para todos e de que aos poderosos é permitido fazer o que quiserem, não conseguirmos convencer o conjunto da sociedade a encampar os sacrifícios necessários para assegurarmos plena acessibilidade aos rondonopolitanos.