Sindicalistas erram ao defender manutenção de privilégio para pequeno grupo de servidores
14 de Março de 2013, 07h17
É inglória a luta travada pelo Sindicato dos Servidores Municipais de Rondonópolis em relação a portaria que suspendeu o auxílio transporte para funcionários de quatro escolas do município. Além de ilegal, o privilégio era também imoral - já que atendia um pequeno grupo e sugava recursos preciosos destinados a Educação.
Se vencerem a queda de braço, o que é improvável, os líderes do Sispmur estarão resgatando algo pernicioso e que de modo algum contribui para melhorar a qualidade do ensino. Se perderem o embate, o que deve ocorrer, estarão fragilizados perante a grande maioria dos servidores (que não tinha o privilégio) e também junto a população, que não suporta mais ver as farras feitas com o dinheiro público.
Tudo bem que, como já ensinava o velho Karl Marx, os sindicatos são instituições capitalistas criadas para defender os interesses de segmentos sociais e não da sociedade. Daí o corporativismo que algumas vezes beira à cegueira. Mesmo assim, espera-se um pouco mais de maturidade das lideranças e, se não for pedir demais, ações mais inteligentes.
Ao invés de brigar pelo que é sabidamente errado, os líderes dos servidores poderiam aproveitar a ocasião para, por exemplo, discutir mudanças na forma como o auxílio é concedido. Com justiça e sobriedade, talvez o município conseguisse inclusive ampliar o benefício sem sacrificar tanto a capacidade de investimento.
Não custa tentar agir diferente...