Fim do Mistério
Silval Barbosa descarta candidatura ao senado e diz que fica no cargo até o fim do mandato
Governador concedeu entrevista coletiva e afirmou que decisão visa garantir acompanhamento das obras da Copa e do 'MT Integrado'
14 de Março de 2014, 16h15
O governador Silval Barbosa (PMDB) descartou hoje qualquer possibilidade de renunciar ao mandato para disputar as eleições estaduais. O anúncio foi feito durante entrevista coletiva concedida nesta sexta-feira, no Palácio Paiaguás, em Cuiabá.
"É uma decisão que foi difícil para ser tomada, mas vou concluir meu mandato. Agradeço o vice (Chico Daltro) que teve compreensão e deu todo apoio", disse o governador para a imprensa.
Silval está no governo de Mato Groso desde março de 2010, quando o então governador Blairo Maggi renunciou para disputar uma vaga no Senado. No mesmo ano, Silval concorreu e conquistou a reeleição ao Governo do Estado.
Nos últimos meses o partido dele vinha discutindo a possibilidade de Silval abreviar o mandato para também disputar uma cadeira no Senado da República. Para isso, ele teria que deixar o cargo em abril, abrindo a vaga para o vice, Francisco Daltro (PSD).
Durante a entrevista de hoje, Silval afirmou que permanecerá no cargo principalmente para cumprir o compromisso de tocar as obras para a Copa do Mundo de 2014, que tem Cuiabá como uma das cidades-sede. São mais de 50 empreitadas, com trincheiras, pontes, estádio, viadutos, entre outras construções que estão transformando a capital mato-grossense. Quase todas as obras estão com o cronograma atrasado ou apresentam problemas de execução e qualidade.
Outro compromisso do governador é com o MT Integrado, maior programa de infraestrutura do Estado que prevê a ligação dos 141 municípios por pelo menos uma rodovia pavimentada. O programa prevê investimentos de cerca de R$ 1,5 bilhão e deverá beneficiar 44 cidades que não tem ligação asfáltica em Mato Grosso.
Histórico
Silval Barbosa começou a carreira política como prefeito de Matupá (695 km ao Norte de Cuiabá), cargo que ocupou por dois mandatos, de 1993 a 1996. Foi eleito deputado estadual em 1998, conquistando a reeleição em 2002. Na Assembleia Legislativa, foi nomeado presidente da Mesa Diretora por duas vezes. Em 2006, foi eleito vice-governador ainda no primeiro turno na chapa encabeçada por Maggi.