UNIÃO
Movimentos sociais, sindicatos e entidades se unem em Fórum pela democracia
A casa do povo foi escolhida como palco para que se discutisse política e democracia
14 de Março de 2015, 10h44
Na noite de sexta-feira (13) foi realizado, na Câmara Municipal, o Fórum Popular em Defesa da Democracia, que reuniu entidades e partidos para debater e analisar a atual conjuntura política nacional. Segundo o professor do IFMT, integrante do Fórum, Ricardo Filho, a casa do povo foi escolhida como palco para que se discutisse política e democracia.
Participaram do evento vários professores da UFMT, campus de Rondonópolis, representantes do Sindicato dos Bancários, da Central Única dos Trabalhadores (CUT-MT), do Sintep-MT, do PT, do PCdoB, da Juventude Socialista, do MST, do Conselho Regional de Psicologia, da Pastoral da Terra, das Comunidades Eclesiais de Base, do Movimento Negro de Rondonópolis e do Sindicato dos Médicos de Rondonópolis.
Para a presidente da sub-sede do Sintep-MT de Rondonópolis, Maria Célia de Oliveira, a discussão é fundamental para a classe dos trabalhadores, especialmente, neste atual processo pós-eleitoral. "Temos que nos envolver neste debate, primeiro em defesa da democracia, em que a vontade da maioria deve ser respeitada, depois para buscar um projeto que melhor atenda a classe dos trabalhadores, as demandas da classe trabalhadora", diz Maria Célia.
Já o representante da CUT-MT em Rondonópolis, João Eudes, o momento também é de defesa do patrimônio público, que é a Petrobras, pois é do pré-sal que estão as esperanças para uma educação melhor. "Não estamos aqui para defender corrupção, aliás queremos que tudo seja apurado e que os culpados sejam devidamente condenados, mas temos que defender nosso patrimônio público", explicou.
João Eudes ainda destacou a importância de se conduzir a reforma política, mas com mudanças na Constituição e uma reforma tributária em que se taxem as grandes fortunas para reduzir os impostos das classes mais baixas.
Também presente no Fórum, o vereador licenciado, e presidente do PT local, Mauro Campos, destacou a grande importância de se unir as entidades e movimentos sociais para discutir a defesa da democracia, além dos avanços sociais que houve no país.
Para o presidente da Pastoral da Terra, Baltazar Ferreira de Melo, a atual discussão já poderia ter sido feita antes, mas é muito importante que esteja sendo realizada. "Nós defendemos a democracia e estamos ligados diretamente aos movimentos sociais que não podem perder força e precisam de um estado verdadeiramente democrático e que atue também em prol dos movimentos sociais", defendeu Baltazar.