Inversão: Usuários do SUS em Rondonópolis criticam atendimento preferencial aos detentos
14 de Abril de 2014, 08h53
Vários leitores mantiveram contato com a coluna para criticar a prioridade dada aos detentos nas unidades de saúde, principalmente no Pronto Atendimento.
O assunto não é novo, mas voltou a ganhar repercussão depois da informação que no dia da gravação do vídeo em que um cidadão aparece se arrastando em busca de socorro, todos os médicos do PA estavam atendendo 'reeducandos' que haviam sido espancados na Penitenciária da Mata Grande.
Mais do que destilar preconceitos, os críticos veem no privilégio dado aos presos uma dupla contradição. Acham difícil compreender a lógica que faz condenados por crime merecerem atendimento melhor que o cidadão comum e também reclamam da insegurança causada pela circulação de detentos no PA.
A opinião da maioria é que o Governo do Estado deveria garantir uma estrutura para atendimento de emergência nas próprias unidades prisionais - como, aliás, já prevê a legislação. Já os casos realmente extremos poderiam ser encaminhados diretamente para o Hospital Regional - que tem mais estrutura e melhor condição de segurança.
Faz sentido...