Eleições 2014
Adilton não vê problemas em adesão de Eraí, mas cobra discussão de propostas
Ex-prefeito de Rondonópolis, cotado para compor chapa majoritária no bloco de oposição, diz que sociedade deve exigir debate de propostas
14 de Abril de 2014, 15h29
O ex-prefeito de Rondonópolis Adilton Sachetti (PSB) disse que não se sente incomodado com o diálogo entre o senador Pedro Taques (PDT) e o empresário Eraí Maggi (PP). Eraí teria sido convidado a integrar o bloco oposicionista, com a possiblidade de ser o candidato a senador do grupo. O convite foi criticado abertamente pela deputada estadual Luciane Bezerra(PSB), que defende uma discussão prévia das legendas que já integram o grupo. Adilton, que também é cotado para disputar o senado ou mesmo ser o vice de Taques, considera exagerado o destaque dado à questão.
"Não conversei com eles sobre isso e não me incomoda um eventual convite. Mas acho que tudo isso são conjecturas e que não devemos ficar só na discussão de nomes ou de alianças. A composição, seja qual for, deve ser baseada em ideias, em projetos e propostas", afirma.
Adilton considera que a sociedade precisa exigir das lideranças políticas um debate mais qualificado, onde cada pré-candidato apresente seu próprio diagnóstico da situação do Estado e diga como atuará caso eleito.
"Os partidos e lideranças políticas precisam dizer se vamos continuar aumentando impostos sem oferecer a contrapartida devida, ou se vamos mudar a gestão para superar os problemas que temos e teremos em áreas como a Saúde, Educação, Infraestrutura e Segurança Pública. Isso é o que realmente importa neste período pré-eleitoral", defende.
Precedente
Nos bastidores comenta-se que, caso não seja chamado para uma candidatura majoritária, Adilton disputará uma cadeira na Câmara Federal. Na entrevista concedida ao Gazeta MT ele confirmou que colocou seu nome à disposição do partido, mas afirmou que não tem vaidade e nem se opõe aos demais nomes que são citados como prováveis candidatos na chapa articulada pela oposição.
"Não sou contra ninguém, mas acho que todos precisam se posicionar sobre os temas realmente relevantes. Hoje o que se discute são características pessoais e até físicas dos candidatos e isso é temerário. Já perdi uma eleição porque, ao invés de se discutir projetos para a cidade, fizeram um debate baseado em mentiras e calúnias", disse ele referindo-se a eleição municipal de 2008, quando foi derrotado por José Carlos do Pátio.
"Daquela vez usaram o período eleitoral para ataques pessoais, venderam a ideia de um 'salvador da pátria', transformaram minha franqueza em defeito e não tivemos competência no marketing para reverter isso. O resultado foi péssimo para todos e a sociedade precisa ficar atenta para impedir que isso volte a ocorrer", ressaltou.