Na luta por patrocínio

Modalidades de lutas crescem em Rondonópolis, mas atletas esbarram na falta de apoio financeiro

Atletas, técnicos e promotores de eventos discutem o atual cenário esportivo de artes marciais em Rondonópolis

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14 de Abril de 2016, 08h46

Modalidades de lutas crescem em Rondonópolis, mas atletas esbarram na falta de apoio financeiro
Modalidades de lutas crescem em Rondonópolis, mas atletas esbarram na falta de apoio financeiro

Atualmente as Modalidades Esportivas de Combate são as que mais crescem no Brasil e no Mundo. As lutas esportivas e artes marciais se desenvolveram ao longo do tempo e alcançaram seu patamar atual com numerosos praticantes de diversas modalidades.

É notória a prática dos estilos de lutas nas várias academias espalhadas no Brasil. Entre as modalidades mais praticadas estão o Muaythai, Judô, Jiu-Jitsu, e o MMA.

Assim como em diversos estados e municípios, vários atletas estão em busca de sucesso, reconhecimento e títulos como profissionais. Em Rondonópolis, a situação não é diferente. Porém, para se tornar um atleta de destaque o desafio é grande, e começa pela falta de apoio de entidades e do poder público, seja ele estadual ou municipal.

Muaythai

Ari Ribeiro, diretor técnico da Federação Matogrossense de Muaythai. Foto: Wagner Montanari/GazetaMTPara Ari Ribeiro, diretor técnico da Federação Matogrossense de Muaythai, atleta profissional há 12 anos, Campeão Brasileiro de Kickboxing por 10 anos consecutivos na categoria até 56kg e 600g, além de ser o dono do Cinturão Continental de Muaythai em 2014, pela Confederação Panamericana da modalidade, conseguir partrocinino pra eventos de lutas marciais e dez vezes maior. "Muitos empresários preferem investir em outros esportes. Enquanto, isso bastantes atletas se esforçam durante os treinamentos e quando chegam em competições, estaduais, municipais ou internacionais, conseguem bons resultados mesmo sem apoio financeiro e destacam o nome da cidade", explica Ribeiro.

Ribeiro que já praticou Karatê, Kickboxing, Box, Taekwondo e atualmente Muaythai explica ainda que realizar eventos esportivos de luta em Rondonópolis não é tarefa fácil, principalmente por falta de local. "Normalmente quando as pessoas assistem um evento de luta na televisão, por exemplo, tudo é muito bem organizado, começando pela estrutura, com ringue, luzes e arquibancadas. Aqui na nossa cidade os lugares onde deveriam acontecer estes eventos, no caso os ginásios de esportes, a estrutura é lamentável, falta pintura, banheiros descentes, e assim fica difícil levar a família para prestigiar o evento", explica.

Jiu-Jitsu

Atleta de Jiu-Jitsu "luta" para participar de competições nacionais. Foto: Wagner Montanari/GazetaMTA jovem de 20 anos, Jhenis Dias, é mais uma rondonpopolitana que corre atrás de reconhecimento como lutadora de Jiu-Jitsu, na categoria adulto até 53kg e 500g.  A atleta já conquistou diversos títulos entre eles Mundial da modalidade na categoria dela.

Mas, assim como outros lutadores, a jovem esbarra na falta de apoio financeiro.

"Daqui a uma semana tem o Campeonato Brasileiro de Jiu-Jitsu em Belém/PA. Mas infelizmente não tenho condições de viajar por falta de "grana". A expectativa seria um ônibus doado pela Secretária de Esportes do Estado, no entanto, já me informaram que eles cancelaram o veículo" comenta a lutadora.

MMA

Outro atleta rondonopolitano que vem se destacando no cenário nacional e internacional de lutas é o lutador de MMA Geraldo Coelho de Lima Neto, mais conhecido como Geraldo "Luan Santana". Em maio deste ano, o atleta que treina desde os 15, completa três anos lutando profissionalmente o MMA.


Lutador de MMA mudou de Rondonópolis para Curitiba em busca de reconhecimento profissional. Foto: FacebookAtualmente o lutador mora em Curitiba (PR) e durante entrevista ao site GazetaMT, ele explicou porque deixou a cidade natal para seguir carreira. "Mudei de Rondonópolis porque ai não havia treino especializado, e como eu quero um dia ser reconhecido mundialmente optei em buscar melhora" afirmou o lutador de MMA.

O atleta também falou sobre as dificuldades financeiras para se manter na Capital paranaense. "Tenho encontrado muitas dificuldades em questões financeiras (patrocínio) para me manter em Curitiba. Hoje conto com ajuda de familiares e amigos. Mas por conta disso às vezes bate aquela "deprê" ai dá aquela vontade de desistir. Acho que por eu ser de Rondonópolis e levar o nome de cidade eu deveria ganhar uma bolsa atleta, mais é complicado" desabafou o rondonopolitano.

O próximo desafio do lutador será em Lima Peru.