Tiro no pé: Para ser 'pai' de obra, Fagundes admite acusações de Pagot sobre interferências no DNIT

por GazetaMT

14 de Maio de 2012, 15h03

Tiro no pé: Para ser 'pai' de obra, Fagundes admite acusações de Pagot sobre interferências no DNIT
Tiro no pé: Para ser 'pai' de obra, Fagundes admite acusações de Pagot sobre interferências no DNIT

Apesar da reação inicial às declarações feitas para a revista Época pelo ex-diretor do DNIT, Luis Antonio Pagot, aos poucos o deputado federal Wellington Fagundes (PR) vai confirmando as afirmações feitas pelo ex-companheiro de partido. Em reportagem publicada por veículos de comunicação da capital, Fagundes admitiu neste final de semana que interferiu sim para agilizar a liberação da obra na Serra de São Vicente (a 80 km da capital). Aliás, ele afirmou que faz isso há anos e que não pretende mudar sua forma de atuar em Brasília.

Fagundes evitou críticas ao ex-diretor do DNIT e também não quis responder diretamente às insinuações de Pagot de que faria lobby em favor da empresa Delta - apontada como pivô do esquema de corrupção comandando pelo bicheiro Carlinhos Cachoeira. Segundo Pagot, o pedido de 'agilidade' a que se refere Fagundes representaria na verdade levar o DNIT a desobrigar a DELTA de refazer vários trechos onde foram detectados problemas no pavimento - livrando a empreiteira de um prejuízo milionário.

Na mesma reportagem divulgada pela imprensa cuiabana, Fagundes faz questão de chamar para si a 'paternidade' da obra de duplicação no trecho da Rodovia, liberado para tráfego na última quinta-feira(10). Porém, ao menos em Rondonópolis, a notícia pode ter um efeito colateral negativo. Além de reavivar as graves acusações feitas por Pagot, os moradores de Rondonópolis e municípios vizinhos se perguntam agora porque o deputado não usa então o 'poder agilizatório' que têm para concluir obras que ele mesmo ajudou a iniciar?

Não custa lembrar que a obra da travessia urbana se arrasta há quatro anos e está cercada de suspeitas de irregularidades. Já o viaduto é um pouco mais 'maduro', foi iniciado há mais de 20 anos e também continua inconcluso.