Visita de representantes da CEF não afasta risco de despejo no Andre Maggi
14 de Maio de 2014, 06h50
Foi estranho o desfecho da reunião realizada ontem (13) entre o superintendente da CEF e os representantes das famílias que há semanas ocupam as 500 casas do residencial André Maggi.
Os coordenadores da ocupação declararam que a CEF teria aceito a permanência das famílias lá, desde que todos fizessem o cadastro socioeconômico. O anúncio animou as famílias, mas quem acompanhou a reunião diz que a coisa não é bem assim.
Jornalistas ouvidos pela coluna afirmaram que em nenhum momento os representantes da CEF falaram em abrir mão da ordem de despejo já obtida na Justiça. Ou seja, a rigor, nada impede que a Polícia Federal atue para desocupar os imóveis.
Já o tal cadastro seria apenas para avaliar uma possível inclusão das famílias em outros programas habitacionais - não necessariamente ali, no André Maggi.
Isso ainda vai dar o que falar...