Fraude nos grãos

CPI descobre que dono da Miragrãos usou outra empresa para sonegar mais de R$ 10 milhões

A empresa tinha que produzir feijão, quirera de milho, farelo de milho, fubá de milho, entre outros produtos

por GazetaMT

14 de Maio de 2016, 13h15

CPI descobre que dono da Miragrãos usou outra empresa para sonegar mais de R$ 10 milhões
CPI descobre que dono da Miragrãos usou outra empresa para sonegar mais de R$ 10 milhões

Dessa vez, Aldevino usou empresa Fértil Solo LTDA para cometer a fraude milionária. Deputado Zé do Pátio disse que vai instaurar processo para recuperar montante sonegado. 

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) de Renúncia e Sonegação Fiscal, presidida pelo deputado Estadual, José Carlos do Pátio (SD), descobriu que mais uma empresa de Aldevino Aparecido Bissoli, sonegou cerca de R$ 10 milhões em impostos. Com isso, o empresário já teria dado um rombo de aproximadamente R$ 130 milhões, no fisco do Estado.

Segundo Zé do Pátio, dessa vez, Bissoli usou a Fértil Solo LTDA para cometer a fraude milionária, que teria ocorrida entre os anos de 2013 a 2015. O parlamentar também destacou que para integrar o Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial (Prodeic) e ser beneficiada com incentivos fiscais, a empresa se comprometeu em produzir sete produtos. No entanto, descumpriu 90% dos itens do acordo.

"A empresa tinha que produzir feijão, quirera de milho, farelo de milho, fubá de milho, entre outros produtos. Mas, produziu caroço de algodão, ração para gado, soja em grãos e vários outros produtos. Além disso, identificamos que a Fértil Solo LTDA também não cumpriu outras metas do Prodeic", revelou.

Por fim, o deputado lembrou que a CPI deve instaurar um processo para recuperar todo o benefício fiscal sonegado. "Com certeza vamos trabalhar intensamente para recuperar esse dinheiro, que deve voltar aos cofres do Estado", destacou.

FRAUDE MILIONÁRIA

Em uma entrevista à imprensa, o presidente da CPI, Zé do Pátio, afirmou que Aldevino usou outras duas empresas, sendo uma delas a Miragrãos, para sonegar cerca de R$ 120 milhões em impostos. Além disso, o deputado lembrou que há suspeita que outras duas empresas dele, também teriam participado da fraude no Prodeic

Aldevino prestou várias vezes depoimento na CPI de Renúncia e Sonegação. No entanto, na última oitiva, ocorrida no dia 27 de abril, teve que ser conduzido coercitivamente, já que faltou diversas reuniões.