APÓS ATAQUES NA CAPITAL
Agentes penitenciários podem decidir por fim da greve ainda nesta terça-feira
14 de Junho de 2016, 07h25
Após ataques comandados por presos, o presidente do Sindicato dos Servidores Penitenciários de Mato Grosso, João Batista Pereira, informou que a categoria vai realizar uma assembleia geral hoje, às 15h, para decidir sobre os rumos da greve.
Os agentes penitenciários estão de braços cruzados desde o dia 31 de maio em protesto contra o não-pagamento integral da Revisão Geral Anual (RGA), de 11,27%.
O movimento paredista provocou "revolta" dos presos em razão da interrupção das visitas. Desde a sexta-feira (10), vários ataques, comandados de dentro da Penitenciária Central do Estado (PCE), foram registrados em Cuiabá, Várzea Grande e no interior do Estado.
"Há males que vêm para o bem. Há anos que estou denunciando que o crime organizado está se estruturando dentro das unidades, mas o governo não deu atenção para as denúncias. Agora a sociedade está vendo que tudo aquilo que estou falando há bastante tempo realmente faz sentido", disse o sindicalista.
No sábado (11), os agentes penitenciários decidiram liberar as visitas aos presos nas unidades penais. A decisão foi tomada após reunião com a corregedora-geral do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargadora Maria Erotides Kneip Baranjak.
"A situação nas penitenciárias está tranquila. Reforçamos a segurança, apreendemos vários celulares, drogas e armas. Os agentes estão muito bem preparados para segurar qualquer rebelião", garantiu Batista.
Conforme o sindicalista, durante a greve, mais de 30% dos agentes penitenciários trabalham normalmente. O movimento foi declarado ilegal no último dia 3.
"Amanhã [hoje] vamos apreciar a nova proposta que o governo apresentou e decidir se aceitamos ou não. Caso a maioria resolva acatar, na quarta-feira (15), 100% dos servidores voltam ao trabalho ", afirmou Batista.
A mesma proposta já foi recusada por delegados e investigadores da Polícia Civil, além dos servidores da Saúde e do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Groso (Detran).
O Executivo propôs quitar 6% dos 11,27% da revisão inflacionária dos servidores públicos em três parcelas: em setembro deste ano e em janeiro e abril de 2017.
O Palácio Paiaguás também reiterou a possibilidade de pagar os 5,27% restantes da reposição a partir de março do ano que vem, desde que o Estado esteja enquadrado nos gastos com folha salarial exigidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
Com informações Midianews