APROVADO

Por unanimidade, Tribunal de Contas aprova gastos do 1º ano da gestão Pedro Taques

por GazetaMT

14 de Junho de 2016, 07h02

Por unanimidade, Tribunal de Contas aprova gastos do 1º ano da gestão Pedro Taques
Por unanimidade, Tribunal de Contas aprova gastos do 1º ano da gestão Pedro Taques

Por unanimidade, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) emitiu parecer prévio favorável a aprovação das contas do Governo do Estado referente ao ano de 2015. O relatório do conselheiro José Carlos Novelli será encaminhado à Assembleia Legislativa, a quem cabe aprovar ou rejeitar o parecer encaminhado pela corte de contas.

Foi o primeiro julgamento de contas da gestão de Pedro Taques. O relatório continha 10 irregularidades, sendo 9 de natureza grave e uma gravíssima, que após apresentação da defesa foi "rebaixada" para grave.

No ano passado, a arrecadação estadual foi de R$ 16,289 bilhões, cerca de R$ R$ 2,6 bilhões a mais que o previsto na Lei Orçamentária Anual (LOA). 

O relatório considerou que o Estado atendeu os limites constitucionais em investimentos em saúde de educação. Na Saúde, o Estado gastou 12,33% da receita, acima do limite mínimo imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), enquanto na Educação foram aplicados 25,46% da arrecadação, também superior ao imposto pela legislação.

Os repasses aos poderes também estavam dentro dos limites. O Tribunal de Justiça recebeu 8,31%, o Ministério Público 3,04%, enquanto a Assembleia Legislativa e o Tribunal de Contas juntos receberam 3,58% da receita.

O principal alerta feito no relatório diz respeito ao gasto com pessoal. No ano passado, somente o poder executivo gastou R$ 5,841 bilhões com salários dos servidores e encargos, o que corresponde a 50,42% da receita. A Lei de Responsabilidade Fiscal impõe limite máximo de 49% da arrecadação.

Somados aos outros poderes, o gasto com salários foi de R$ 7,020 bilhões, o que corresponde a 60,33% da Receita Corrente Líquida. O limite é de 60%.

Apesar do estouro da Lei de Responsabilidade Fiscal admitir a rejeição das contas, o Ministério Público de Contas considerou que a retração da economia abre brecha para que o Estado restabeleça os gastos dentro do limite constitucional. "Os números já apresentaram melhoras no último quadrimestre de 2015 e além disso, o Governo apresentou um plano de providências que ajudarão a se adequar aos limites da lei", disse o procurador de contas, Gustavo Deschamps.

O relator das contas explicou  que até agosto do ano passado, o Governo consumiu 51,20% da arrecadação com salários dos servidores públicos, o que gerou alerta do Tribunal de Contas. Nos últimos meses do ano, esse valor foi de 49,74%, fechando o exercício em 50,42%.

O plano de providências para redução de gastos com pessoal apresento inclui suspensão de pagamentos de indenização de licença prêmio, que resultará numa economia de R$ 5 milhões, reforma administrativa para economizar R$ 15,8 bilhões, suspensão de discussão para implantação de novas leis de carreira, entre outras. O plano foi apontado como necessário para conter o avanço dos gastos com pessoal. "Apesar de não ter sido suficiente, evitou o aumento das despesas. Sem falar que a maioria das ações a serem executadas está com prazo previsto para 2016", assinalou o conselheiro.

Na discussão, o presidente do Tribunal de Contas, conselheiro Antônio Joaquim disse que, apesar das medidas serem bem vistas, o governador poderia ter evitado algumas medidas para garantir o cumprimento da LRF, o que ainda evitaria o desgaste atual, que é o não pagamento da Revisão Geral Anual (RGA). "Talvez se não tivesse chamado 2 mil servidores teria se cumprido. O debate da RGA deveria ter sido feito no ano passado".

Antônio Joaquim colocou que o momento atual é de "olhar para frente" e buscar as soluções junto com o executivo para que as finanças públicas apresentem melhoras. "O Governo atual tem a oportunidade de fazer história. De ir a todos os armários da administração pública, trazer todos os esqueletos e fazer o grande debate da transparência", frisou.

Com informações FolhaMax