JUDICIÁRIO

11 varas do TRT vão ser suspensas devido a corte do orçamento

por GazetaMT

14 de Junho de 2016, 10h25

11 varas do TRT vão ser suspensas devido a corte do orçamento
11 varas do TRT vão ser suspensas devido a corte do orçamento

O Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso (TRT-MT) anunciou a suspensão de 11 Varas itinerantes a partir do próximo mês.

A medida será necessária por conta do corte previsto na Lei Orçamentária Anual de 2016 da Justiça do Trabalho, que resultou na redução do orçamento destinado às despesas de custeio do TRT de R$ 30 milhões para aproximadamente R$ 14 milhões.

"É uma crise sem precedentes. Estivemos próximos de 50% de cortes no orçamento do tribunal, o que nos impôs sérias medidas de redução", revela a presidente do TRT, desembargadora Maria Beatriz Theodoro.

Além disso, dentro deste montante havia o recurso destinado a investimento no órgão, que era de aproximadamente R$ 530 mil e caiu para meros R$ 30 mil. "Estamos administrando durante todo o ano de 2016 R$ 30 mil para investimentos em todo o Estado", completa.

Diante do cenário, o órgão já adotou uma série de medidas para evitar que os efeitos do corte fossem sentidos pela população.

O TRT precisou reduzir os contratos com terceirizados, como motoristas, seguranças, copeiros e até mesmo estagiários e o café servido aos colaboradores. Além disso, o uso do ar-condicionado também foi restringido e os servidores não podem fazer horas extras desde janeiro.

A presidente do órgão explica que logo que souberam do corte, uma comissão foi constituída para ajudar a administração da crise.

Ainda assim, não houve outra saída senão suspender as Varas itinerantes, que se deslocaram até os municípios mais distantes e levavam atendimento à população.

"Com a suspensão das itinerantes, o cidadão passa a ter que se deslocar para as Varas principais, que geralmente ficam a muitos quilômetros de distância. Elas funcionam como Varas móveis, o juiz vai até a localidade onde não há Varas e atende a população em locais cedidos por órgãos públicos", explica a desembargadora.

Com informações RD News