Greve Geral
Trabalhadores realizam ato político contra a Reforma da Previdência
Além da reforma, também fazem parte da pauta de reivindicações medidas para combater o desemprego e os cortes de investimentos na Educação.
14 de Junho de 2019, 18h16
Trabalhadores de várias classes se reuniram no centro de Cuiabá, nesta sexta-feira (14), para protestarem contra a Reforma da Previdência. O que marcou o ato político desta tarde foi a adesão dos sindicatos de Mato Grosso. De acordo com o representante do Fórum Sindical, Oscarlino Alves, pelo menos 15 categorias cruzaram os braços e aderiram a manifestação. Para o representante, essa é a oportunidade de mostrar a força do trabalhador e pontuar que não pode existir divisão da classe. "É importante que os trabalhadores entendam que não existe bandeira vermelha ou amarela, somos classe trabalhadora e classe trabalhadora nunca conseguiu nada sem luta, temos que lutar muito para defender os nossos direitos", disse Alves.
Além da reforma, também fazem parte da pauta de reinvindicações medidas para combater o desemprego e os cortes de investimentos na Educação. O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), João Dourado, criticou o corte que o atual Governo do país fez na educação e também a proposta da reforma. "A proposta do presidente da República, Jair Bolsonaro, chega a ser pior que a do Governo anterior, pois querem economizar em cima dos trabalhadores, acabando com a Previdência pública, para criar o modelo de Previdência de capitalização. Estamos unidos para combater essas propostas e combater também os cortes na educação superior e nas escolas técnicas, pois tirar o recurso da educação é prejudicar o futuro de toda uma juventude", salientou o presidente da CUT.
Entre as classes sindicais, o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT), funcionários da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Sindicato Dos Servidores Públicos da Carreira dos Profissionais do Meio Ambiente (SINTEMA), Correios e A Nova Central Sindical de Trabalhadores de MT (NCST) também estavam presente no ato político.
Para o Presidente da nova Central Sindical, Ronei de Lima, que representa centenas de trabalhadores, esse é um momento que as políticas públicas estão vindo para tirar os direitos dos trabalhadores. "Entendemos que a nova Previdência é muito prejudicial para os trabalhadores e se ela for aprovada da forma que está sendo encaminhada, em um futuro próximo teremos milhares de trabalhadores e pessoas na plena miséria. Temos essa preocupação e estamos juntos na luta".
De acordo com a estimativa da Polícia Militar, cerca de 3 mil pessoas participaram da manifestação de forma pacífica. Depois da concentração na praça, seguiram em passeata pela Prainha e Getúlio Vargas.


