SOBREPREÇO DE HIDROXICLOROQUINA
Após reportagem de denúncia de R$ 670, vereador pede fiscalização em todas as farmácias de Rondonópolis
Uma paciente de lúpus (doença que ataca o sistema imunológico), de 26 anos, que precisa do medicamento, ao pesquisar os valores nas farmácias da cidade viu seu tratamento de saúde se tornar inviável
14 de Julho de 2020, 20h21
O vereador Subtenente Guinancio (PSDB) por Rondonópolis (a 214 km de Cuiabá) endereçou ao superintendente do Procon Municipal da cidade, na tarde desta terça-feira (14), em caráter “urgentíssimo”, um pedido para a tomada de providências por parte do órgão fiscalizador em combate aos preços abusivos na rede de farmácias e afins neste momento de pandemia. O pedido se dá após o Gazeta MT receber um apelo de uma paciente de lúpus, que precisa da Hidroxicloroquina 400 mg, para dar prosseguimento em seu tratamento de saúde.
Acontece que diante da inviabilidade do tratamento, a jovem Valdelice de Souza Silva, de 26 anos, pediu ajuda da reportagem para conseguir arrecadar os valores, uma vez que é cadastrada junto ao (Sistema Único de Saúde) e não conseguiu obter o medicamento devido ao preço abusivo.
Segundo ela, há dois meses duas caixas com 30 comprimidos cada do fármaco custava o valor máximo de R$ 74 nas farmácias da cidade. Porém, na última sexta-feira (10) quando entrou em contato com os atendentes e enviou a receita para a compra, se deparou com o valor de R$ 671 por 60 cápsulas, num orçamento válido apenas por sete dias, ou seja, a qualquer momento poderá haver um novo reajuste. O menor valor posteriormente em outra farmácia foi de R$ 465.
A Hidroxicloroquina está sendo vendida com uma velocidade significante, em razão da pandemia do novo coronavirus (Covid-19) e a indicação de médicos para consumo do produto, em pacientes infectados com a doença.
No entanto, número de pacientes que realmente precisam para a prevenção de patologias clínicas, já consideradas combatidas pelo medicamento, tende agora de lidar com a alta dos valores nas fabricantes e suas distribuidoras.
No documento, o vereador enfatiza que “considerando a matéria jornalística solicito-vos providências com o intuito de verificar e impedir os supostos abusos que por ventura estejam ocorrendo”.
Contudo, o parlamentar solicitou também o envio de um ofício por parte do Procon ao Poder Legislativo, devendo constar neste o resultado de toda a aludida fiscalização no âmbito municipal.
Em caso de novas denúncias, o Gazeta MT disponibiliza o canal Whatsapp 65 99911-3300 para a coleta de informações.
Veja abaixo o pedido:
