Pimenta: Depois de reclamar de acusação de golpe, Mauro Campos usa mesma tática para atacar vereador
14 de Agosto de 2014, 10h13
Na semana passada o vice-presidente da Câmara Municipal, Mauro Campos (PT), manifestou revolta com o discurso do colega Tiago Muniz (PPS) que o acusou de participar de um 'movimento golpista' para evitar a votação do projeto que antecipa a eleição da Mesa Diretora. Campos reagiu com indignação e conseguiu que Tiago se desculpasse na tribuna da Casa.
Ontem a história se inverteu. Dessa vez foi o próprio Mauro Campos quem acusou. Sugeriu que a decisão do presidente Ibrahim Zaher (PSD) de suspender a sessão por causa do falecimento do presidenciável Eduardo Campos foi uma medida 'golpista'.
Ibrahim não estava lá para se defender, mas um aliado dele notou a contradição do petista e afirmou : "Ele exige respeito, mas não respeita os colegas. Acha que pimenta não arde nos olhos alheios".
Vale dizer que, em ambos os casos, não há que se falar em golpe. O fato é que, por mais abjetas que possam parecer, as manobras regimentais visando obstruir ou adiar votações de projetos são comuns em todas as casas legislativas. É triste, mas é assim.