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Presidente do Sispmur defende servidores e se diz contra instalação de câmeras na Prefeitura

Dinalva Pereira, disse não concordar com as afirmações do deputado estadual Jota Barreto (PR), que afirmou existirem servidores "malandros"

por DENILSON PAREDES

14 de Setembro de 2012, 11h46

Presidente do Sispmur defende servidores e se diz contra instalação de câmeras na Prefeitura
Presidente do Sispmur defende servidores e se diz contra instalação de câmeras na Prefeitura

Dinalva Costa Pereira, presidente do SispmurA presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Rondonópolis (Sispmur), Dinalva Costa Pereira, disse não concordar com as afirmações do deputado estadual Jota Barreto (PR), que afirmou existirem servidores "malandros" na prefeitura e que estariam furtando documentos e sabotando a administração municipal, o que, no entender do deputado, justificaria a instalação de câmeras de monitoramento em diversos departamentos da prefeitura, para monitorar as atividades dos servidores.

A afirmação de Barreto foi feita pelos microfones da Assembleia Legislativa na última terça-feira, 11, e gerou desconforto entre os servidores municipais. "Quando o deputado não se dirige à determinada pessoa, generaliza para todos os servidores e alguns deles reclamaram para a diretoria. Essas câmeras inibem as pessoas e o correto é quando o gestor se sentir prejudicado ou lesado dentro da prefeitura por algum motivo, deve punir a pessoa responsável, no caso o gerente ou secretário, e não sair acusando a todos dessa forma", defendeu a sindicalista.

Ela afirmou também que não recebeu nenhuma justificativa da parte da prefeitura para a instalação das câmeras e defendeu a criação de uma comissão com participação do sindicato para apurar possíveis desvios de conduta de algum servidor. "O deputado Barreto foi muito infeliz na fala dele, pois os servidores sempre procuram fazer a parte deles e alguns estão há mais de trinta anos trabalhando na prefeitura. Além de mover o Município com o seu trabalho, o servidor gasta no comércio e contribui com a economia local. Em toda profissão existem pessoas descompromissadas, mas se sumiu algum documento, chame o responsável pelo setor e cobre dele. Ou então, se é tão grave assim, teria que montar uma comissão para apurar os fatos, com a participação do sindicato e punir os culpados", afirmou.

Dinalva Pereira disse ainda ser contra a instalação das câmeras e que o Sispmur deverá oficiar ao deputado e a prefeitura, para obterem respostas dos mesmos sobre a acusação que paira sobre os servidores. "Somos contra a instalação das câmeras e não sabemos o motivo da medida, pois não recebemos nenhum comunicado da prefeitura. O que nós sabemos é que o Município está com dificuldades financeiras e sabemos que essas câmeras têm um custo alto. Nós já discutimos isso aqui no sindicato e vamos oficiar a administração para sabermos o por quê das câmeras e ao deputado Barreto também, pois ele foi infeliz demais com essa declaração", finalizou.

O GazetaMT tentou contato com a secretária de Governo Eulália de Oliveira, mas até o fechamento da matéria não obteve retorno. 

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