Urgência: Vereador adere à lógica do 'faça o que eu digo, não o que faço'
14 de Setembro de 2014, 08h23
Recentemente o vereador Fulô (PMDB) liderou na Câmara um movimento contra o trâmite de projetos em regime de urgência. Alegou, com razão, que o expediente deve ser utilizado com cuidado, em caráter excepcional e sob justa explicação.
O discurso do vereador ajudou a travar durante semanas seguidas a aprovação dos tais regimes de urgência, adiando a votação de projetos considerados importantes para a realização de obras, convênios e quitação de débitos do município.
Mas tudo indica que a racionalização de Fulô era temporária e tinha a ver com a briga pela antecipação da Mesa Diretora da Câmara - que, coincidentemente, ocorreu no mesmo período dos 'protestos'.
Bastou a questão da Mesa Diretora ser encerrada, por decisão do plenário, e o próprio Fulô deu sua contribuição para banalizar o instrumento do 'Regime de Urgência'. Usou o expediente para agilizar a aprovação de uma Medalha Municipal.
Faltou a justa explicação e, principalmente, a comprovação da excepcionalidade para a urgência.