2016
Eleição do ano que vem pode ter vários candidatos fortes e ser das mais disputadas
14 de Setembro de 2015, 09h46
A eleição municipal do ano que vem promete ser uma das mais disputadas, senão a mais disputada de todos os tempos, devido principalmente ao grande número de nomes fortes da política local e estadual que se preparam para a disputa.
Candidato natural de seu partido e franco favorito ao pleito, o atual prefeito Percival Muniz (PPS) larga com vantagem sobre seus adversários, calçado em seu próprio patrimônio político e nas inúmeras obras grandes e estruturantes que estão em execução, como o asfaltamento na região do bairro Jardim Liberdade e a ponte sobre o Rio Vermelho, na continuação da avenida Lions Internacional, além das inúmeras que se anunciam.
Apesar de favorito, Muniz não terá vida fácil, como poderiam supor alguns, pois um dos possíveis concorrentes deve ser justamente seu vice, Rogério Salles (PSDB), que entra disputa depois da filiação do governador Pedro Taques ao seu partido, que agora sonha em voltar a ter o tamanho e a importância que já teve na política estadual em outros tempos e deve lançar candidatura própria nos principais polos políticos do estado, como Rondonópolis.
Ex-governador e ex-prefeito, assumindo sempre na vacância dos titulares, Salles é visto como bom gestor e como um político moderado e equilibrado, pouco afeito aos arroubos tão comuns na política, podendo alcançar grandes fatias do eleitorado, devido principalmente ao apoio da máquina pública estadual.
Outro que pode vir a se candidatar ao cargo máximo da política local é o deputado federal e também ex-prefeito da cidade Adilton Sachetti (PSB), que nunca engoliu bem sua derrota eleitoral em 2008 (quando perdeu a reeleição para Zé do Pátio) e pretende voltar à prefeitura para mostrar que de fato foi um bom gestor e que sua retirada precoce do poder foi equivocada. Para seu retorno ao Palácio da Cidadania, Sachetti conta com o apoio da classe empresarial e do agronegócio, além de nomes de peso na política estadual, como o senador Blairo Maggi (PR).
Já o agora deputado estadual e também ex-prefeito de Rondonópolis, José Carlos Junqueira de Araújo, o Zé do Pátio (SD), tem se articulado e realizado inúmeras visitas e reuniões, principalmente na periferia da cidade, acumulando musculatura política para se credenciar à disputa.
Pesa contra Pátio o fato de fazer parte do grupo do governador e pode ser 'instado' a apoiar um candidato governista, possivelmente Rogério Salles, que já apoiou o deputado em 2008, quando Marília Salles foi sua vice. Caso persista no projeto de voltar à prefeitura, é unânime a avaliação de que será um dos nomes mais fortes da disputa.
Correndo por fora, o agora senador José Medeiros (PPS), que tem feito de tudo para aparecer na imprensa no seu primeiro ano em Brasília e tem mandado o recado por meio de assessores e pessoas próximas a si de que está procurando um partido, que ventilou-se poderia ser o recriado PL, para também se habilitar ao pleito.
Outros nomes correm por fora, como o empresário Marco Túlio Duarte Soares, que pode entrar na disputa e 'embolar o meio de campo', calçado principalmente no trabalho que desenvolve para a recuperação de drogados e no trabalho frente à cooperativa Sicredi.
Partidos tradicionais como o PR, PMDB e PT também poderão ter candidatura própria, tornado a eleição ainda mais disputada.
De qualquer forma, o Buxixo espera que o processo seja rico em debates e pautado em propostas, que conscientizem e esclareçam os eleitores sobre o perfil e histórico de cada um dos candidatos, sem abuso do poder econômico e com uma disputa de alto nível, deixando a cargo do eleitor a decisão final.
Vamos acompanhar...