O esvaziamento do PSD

Partido de Riva corre o risco de ficar sem deputados em MT

por GazetaMT

14 de Setembro de 2015, 17h55

Partido de Riva corre o risco de ficar sem deputados em MT
Partido de Riva corre o risco de ficar sem deputados em MT

Da mesma forma que foi um fenômeno de adesão e crescimento, o Partido Social Democrata (PSD), fundada em 2011 no estado, sob comando do ex-deputado estadual José Riva, parece fadado a se tornar mais um partido pequeno, pois pelo menos 3 dos seus atuais deputados estaduais estão articulando sua saída do mesmo.

A primeira a procurar uma forma de se desfiliar do PSD é a própria filha e herdeira política de Riva, Janaína Riva, que conseguiu uma liberação do presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab, para deixar o partido e se filiar em outro partido, no caso o PMDB, sem correr o risco de perder seu mandato, que no entendimento da Justiça, pertence ao partido pelo qual o parlamentar é eleito.

Sabedores dessa tratativa de Janaína com Kassab, os companheiros da deputada Pedro Satélite e Gilmar Fabris resolveram pegar o bonde e também querem um 'passe livre' do presidente do PSD para deixar a sigla. Satélite resolveu aderir ao PSDB, agora partido do governador Pedro Taques, enquanto Fabris diz querer se filiar ao PMDB.

Dessa forma, o partido fundado pelo ex-homem-forte da política estadual parece aos poucos ir perdendo a força e diminuindo de tamanho, denotando claramente a perda de poder e prestígio de Riva, que está na mira da Justiça, já tendo inclusive preso por mais de uma vez. Somente ao deputado José Domingos Fraga demonstrou interesse em permanecer no PSD, pelo menos por enquanto.   

Sem seu mentor e principal articulador, os deputados, assim como vereadores e políticos em cargos executivos, procuram se distanciar do PSD, obviamente preocupados com o desgaste resultante do declínio de Riva na política estadual, acusado de ter cometido diversos crimes contra a administração pública e de ter desviado mais de R$ 62 milhões dos cofres da Assembleia Legislativa.

É dessa forma que ocorre com políticos oportunistas e carreiristas, para quem os partidos são meros instrumentos usados na sua caminhada pela conquista e manutenção do poder, não envolvendo nisso qualquer tipo de emoção ou ideologia, sendo trocados com a mesma facilidade com que são escolhidos. Ou seja: me filio hoje ao partido que me convém e o deixo a qualquer momento pelo mesmo motivo.

É o 'jeitinho brasileiro' de fazer política, que ainda parece conseguir seguidores e eleitores, pois esses políticos, mesmo desgastados e já tendo provado não ter nada de novo ou proveitoso para apresentar para a sociedade, conseguem constantemente se reeleger e continuar fazendo sua política em proveito próprio, claro, sempre bancados com dinheiro público.

Vamos ver até quando...