Eleições 2016

Enquanto PMDB não define nome, Fulô se diz candidato a prefeito

Detentor de seis mandatos consecutivos e duas vezes presidente do Legislativo rondonopolitano, defende uma participação ativa de seu partido

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15 de Janeiro de 2016, 11h35

Enquanto PMDB não define nome, Fulô se diz candidato a prefeito
Enquanto PMDB não define nome, Fulô se diz candidato a prefeito

O vereador Lourisvaldo Manoel de Oliveira, o Fulô (PMDB), detentor de seis mandatos consecutivos e duas vezes presidente do Legislativo rondonopolitano, defende uma participação ativa de seu partido nas eleições deste ano e diz que pode ser o nome de seu partido para a disputar a sucessão do prefeito Percival Muniz (PPS). Ele reconhece que ainda não existe uma discussão em torno da escolha de um nome para o pleito, mas enquanto seu partido não se define, ele se coloca à disposição.

'Eu, como um bom soldado, quando chamado para a guerra, estou à disposição. Eu estou pronto', disse Fulô, sobre disputar a prefeitura pelo PMDB - Foto GazetaMT "Eu, como um bom soldado, quando chamado para a guerra, estou à disposição. Eu estou pronto. Nós ainda vamos conversar a situação e o PMDB tem muitos bons nomes, mas eu já quero me adiantar e dizer que meu nome pode ser incluído na discussão e que tenho tudo para ser um bom candidato. O PMDB é muito grande para não colocar nomes para essa disputa e os companheiros podem contar comigo", afirmou Fulô.

De acordo com ele, a direção municipal deve se reunir no próximo dia 23, quando estarão presentes a presidente da sigla no município, Teté Bezerra, e seu esposo, o deputado federal Carlos Bezerra, que é o presidente estadual da legenda. "Esse assunto será debatido de forma aberta, pois o PMDB tem a tradição de ouvir sua militância para tomar decisões importantes como essa", adiantou.

Mesmo colocando o nome para uma possível candidatura a prefeito, Fulô não se faz de rogado e, com seu jeito simples de ser, é categórico em afirmar que não teria nenhum problema em apoiar outro nome e disputar mais uma vez a reeleição para vereador. "Se não se chegar à conclusão de que o meu nome é o melhor, eu vou apoiar o outro candidato que meu partido escolher, sem problema. Sou candidato à reeleição. Já começo o primeiro dia de meu mandato pensando na próxima (eleição). Eu acho que eu sou um cara trabalhador e ser vereador em uma cidade do tamanho de Rondonópolis não é fácil e para você se manter, você tem que fazer um pouco além do papel do vereador", disse.

Em tom magoado, ele dispara contra os críticos, que o acusam de ser carreirista e assistencialista. "Muita gente, principalmente da elite, diz que esse não é o papel do vereador, mas o vereador, ele tem que ser um pouco assistencialista, trabalhar um tanto como assistente social mesmo. Tem que prestar serviço para o povo, ouvir o povo mais humilde, os seus problemas, muitas vezes pessoais, de saúde mesmo, e ajudar a resolver. Eu sou um vereador 24 horas por dia e não tenho outra atividade. Não fujo do povo, estou sempre ajudando o povo e acredito que tem muita gente por aí que precisa de mim. Eu sou candidato à reeleição e acredito que muita gente ia sentir minha falta se eu não fosse vereador", desabafou.

Ele ainda citou os trabalhos que desenvolve em benefício das comunidades rurais, onde, segundo suas próprias palavras, procura estar sempre presente. "Ninguém vai lá (zona rural) ouvir o que eles precisam. E eu vou, estou sempre lá. Outros acham que lá tem poucos votos, mas eu não. Aí chega a época da eleição e todos vão lá atrás desse voto. Mas no dia-a-dia, quando cai a ponte, quando precisa consertar uma estrada, é o vereador Fulô que está lá junto com o povo para lutar pelo que eles precisam. E eu faço isso com orgulho, pois é assim que me sinto útil para o povo", concluiu.