Em Rondonópolis
Candidatos a prefeito poderão gastar no máximo R$ 1,9 mi em campanha; vereadores R$ 69 mil
15 de Janeiro de 2016, 17h41
Um resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) limita em R$ 1.919.174,87 centavos o valor máximo que pode ser gasto por cada candidato a prefeito da cidade de Rondonópolis. O valor está estabelecido por meio da Portaria nº 23.459/2015, que também determina que o valor máximo que poderá ser gasto na campanha para vereador será de R$ 69.808,77, valores que correspondem a 70% dos maiores gastos declarados na campanha de 2012.
Os valores, que se baseiam nos valores DECLARADOS para a Justiça Eleitoral, podem parecer altos para os menos inteirados com o assunto, mas na verdade são bem menores que os valores gastos em campanhas eleitorais anteriores, quando os valores ultrapassaram a casa das dezenas de milhões de reais, que obviamente não foram declarados em sua totalidade pelos candidatos.
O Buxixo entende, como já foi dito anteriormente na coluna, que são louváveis os esforços da Justiça Eleitoral em limitar os gastos e a ingerência do capital no resultado das eleições, que acabam por distorcer o processo, prevalecendo a vontade dos capitalistas e não o desejo popular, mas entende que para uma efetiva aplicação da lei é necessário um controle rigoroso das campanhas eleitorais, com a criação de mecanismos que permitam que a efetiva fiscalização e que provoquem o fim do famoso e nefasto 'Caixa 2', mecanismo que mascara os valores efetivamente gastos pelos candidatos e coligações, que sempre são maiores que os declarados.
De qualquer forma, esperamos uma campanha eleitoral limpa e propositiva por parte dos candidatos, sem a contratação de milhares de cabos eleitorais, como ocorreram em eleições anteriores, que é uma forma velada de compra de votos, o que é ruim para a democracia e para a sociedade em geral, já que dessa forma se elege não o melhor candidato ou o que tenha as melhores propostas, mas o que tem mais dinheiro para gastar e, diga-se de passagem, nem sempre um dinheiro de origem lícita e que terá que ser devolvido ao 'doador' após a eleição, obviamente que com dinheiro público.
Mas mudança não deixa de ser bem vinda e esperamos que seja efetiva, realmente abaixando os custos para patamares que correspondam ao que é necessário para divulgar o candidato e suas propostas, extirpando de vez a famigerada compra de votos, inimiga da democracia e dos avanços sociais.
Vamos aguardar...
