CHACINA

Polícia de SP prende apontado como mandante de assassinatos em Colniza

Ronaldo Dalmoneck, o “Sula”, preso pela Polícia Rodoviária Paulista, no km-71 da rodovia SP-250, em Ibiúna

por De Rondonópolis - Robson Morais

15 de Janeiro de 2019, 08h36

Polícia de SP prende apontado como mandante de assassinatos em Colniza
Polícia de SP prende apontado como mandante de assassinatos em Colniza

Foto: ReproduçãoEstá preso desde sábado, 12, Ronaldo Dalmoneck, o "Sula", um dos acusados de participação na chacina que vitimou nove pessoas em Colniza, no norte do Estado. O crime ocorreu em 2017. Ele é apontado como o mandante dos assassinatos.

Sula estava no Estado de São Paulo e acabou preso pela polícia rodoviária paulista na SP-250, no município de Ibiuna. Ele acabou parado em uma blitz de rotina e teve os dados checados pelos policiais. Contra o suspeito, havia um mandado de prisão em aberto pelos crimes de Colniza.

Ele foi encaminhado à Delegacia do município para as devidas providências. A política noa divulgou detalhes sobre a possibilidade de transferência do suspeito para Mato Grosso.

Outros três suspeitos de participação no crime também estão presos. Leia aqui.

O crime

A chacina foi cometida na área rural conhecida como Taquaruçu do Norte, na região de Colniza, no dia 20 de abril de 2017. O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPE) denunciou, por homicídio triplamente qualificado (mediante paga, tortura e emboscada), cinco acusados de participar da chacina.

Conforme a denúncia, os cinco integram um grupo de extermínio denominado "os encapuzados", conhecidos na região como "guachebas", ou matadores de aluguel, contratados com a finalidade de praticar ameaças e homicídios.

O grupo de extermínio percorreu aproximadamente 9 km - praticamente toda a extensão da Linha 15 - onde foram matando, com requintes de crueldade, todos os que encontraram pelo caminho.

Foram denunciados Valdelir João de Souza (conhecido como "Polaco Marceneiro" e apontado como o mandante), Pedro Ramos Nogueira (vulgo "Doca"), Paulo Neves Nogueira, Ronaldo Dalmoneck (o "Sula") e Moisés Ferreira de Souza (conhecido como "Sargento Moisés" ou "Moisés da COE").

No dia da chacina, Pedro, Paulo, Ronaldo e Moisés, a mando de Valdelir, foram até a Linha 15, munidos de armas de fogo e arma branca, onde executaram Francisco Chaves da Silva, Edson Alves Antunes, Izaul Brito dos Santos, Alto Aparecido Carlini, Sebastião Ferreira de Souza, Fábio Rodrigues dos Santos, Samuel Antonio da Cunha, Ezequias Satos de Oliveira e Valmir Rangel do Nascimento.

A motivação dos crimes seria a extração de recursos naturais da área. Com a morte das vítimas, a intenção do mandante era "assustar" os moradores e expulsá-los das terras, para futuramente ocupá-las.