Mesa
Fulô diz que decisão do PT não afeta disputa e defende que futuro presidente seja alguém experiente
Parlamentar do PMDB acredita que definição da nova Mesa Diretora pode ter alterações até na última hora; escolha será no dia 1ª de janeiro
15 de Novembro de 2012, 07h57
"Não há nada definido em relação a Mesa Diretora da Câmara". Quem garante é o vereador Lourisvaldo Manoel de Oliveira, o Fulô (PMDB), que foi reeleito para seu sexto mandato e é hoje o mais experiente parlamentar no Legislativo Municipal. Fulô acredita que a aproximação do PT à base de apoio do futuro prefeito é um fato importante, mas que não deve determinar o resultado do processo para a escolha dos futuros dirigentes da Câmara.
"Pela experiência que tenho posso assegurar que tudo pode mudar até na última hora. Os entendimentos continuam e há sempre uma possibilidade de surpresa no resultado", avalia ele.
O vereador afirma que ainda é cedo para fazer prognósticos sobre quem será o próximo presidente da Casa. Ele não apontou preferências, mas defendeu que o escolhido seja alguém com experiência na atuação legislativa. Fulô ponderou que a Câmara vive um momento de transformação e que a ampliação do número de vereadores de 12 para 21 exigirá muito de quem for dirigir a casa nos próximos dois anos.
"Teremos. principalmente neste primeiro biênio da legislatura. um período de adaptação que promete ser muito complicado. Não tenho nada contra ninguém, mas vamos precisar de um presidente que conheça o funcionamento da Câmara e tenha habilidade para superar os problemas que certamente vão surgir", alerta.
Fulô não disse se será candidato a presidente, mas afirmou que entre os vereadores eleitos há vários nomes que reúnem as condições necessárias para ocupar o cargo. "O grupo que apoia o prefeito tem , por exemplo, parlamentares como o Milton Mutum (PSD) e o Aristóteles Cadidé (PDT). O que não podemos é entregar a Câmara para alguém que não esteja preparado. Isso já aconteceu no passado e o resultado foi desastroso".
Conversas
O vereador também comentou a decisão do Partido dos Trabalhadores em integrar a base de apoio do futuro prefeito. Para Fulô, o PT exerceu um direito e não há porque criticar a postura do vereador Mauro Campos, que é também o presidente do diretório municipal do partido.
"O Mauro é uma boa pessoa e fez um trabalho bonito. Ele conversou com todas as forças políticas e, ao final, acompanhou a decisão tomada pelo partido. É um direito deles", resumiu.
Já em relação as conversas entre o próprio PMDB e o futuro prefeito, Fulô disse que ainda aguarda um convite formal. Segundo ele, a bancada e o partido nunca se recusaram ao diálogo e, se houver interesse da outra parte, estão dispostos a debater os temas que interessam o município.