Castigo

José Dirceu, Genoíno e outros condenados no Mensalão se entregam à PF

Prisões de 12 condenados foram determinadas nesta sexta-feira pelo presidente do STF, Joaquim Barbosa; cinco ainda não foram presos

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15 de Novembro de 2013, 20h24

José Dirceu, Genoíno e outros condenados no Mensalão se entregam à PF
José Dirceu, Genoíno e outros condenados no Mensalão se entregam à PF

O ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, e o ex-presidente do PT, deputado federal José Genoíno, se apresentaram nesta sexta-feira (15) para cumprir os mandatos de prisão expedidos pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa. Além deles, outras 10 pessoas tiveram a prisão decretada por participação no esquema de corrupção batizado de 'Mensalão'. Dos 12 condenados, sete estavam presos até o início da noite desta sexta-feira. Os demais continuam sendo procurados pela Polícia Federal.

Na última quarta-feira (13), o Tribunal decidiu que os réus podem ter as penas executadas imediatamente para os crimes em que a condenação não foi questionada por embargos infringentes, recurso previsto para aqueles que obtiveram pelo menos quatro votos pela absolvição.

Além de José Dirceu e José Genoino, já estão presos Cristiano Paz e Romeu Queiroz, ambos ex-sócios de Marcos Valério; Simone Vasconcelos, ex-diretora da SMPB; Jacinto Lamas, ex-tesoureiro do PL; e Kátia Rabello, ex-presidente do Banco Rural. Os outros cinco réus que tiveram mandados de prisão expedidos são Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT; Marcos Valério, operador do mensalão; Ramon Hollerbach, ex-sócio de Marcos Valério; José Roberto Salgado, ex-vice-presidente do Banco Rural; e Henrique Pizzolatto, ex-direitor de marketing do Banco do Brasil

Reação
Antes de se entregar, Genoino distribuiu uma nota em que se diz indignado pela condenação. "Com indignação, cumpro as decisões do STF e reiterou que sou inocente, não tendo praticado nenhum crime. Fui condenado porque estava exercendo a presidência do PT. Do que me acusam, não existem provas", diz o comunicado. "Fui condenado previamente numa operação midiática inédita na história do Brasil. E me julgaram num processo marcado por injustiças e desrespeito às regras do Estado Democrático de Direito", acrescenta a nota.

O atual presidente do PT, Rui Falcão, também reagiu à prisão. Em nota, ele reafrimou a posição manifestada pela Comissão Executiva Nacional do partido que considerou o julgamento injusto, político e alheio a provas dos autos do processo. "A determinação do STF para a execução imediata das penas de companheiros condenados na Ação Penal 470, antes mesmo que seus recursos [embargos infringentes] tenham sido julgados, constitui casuísmo jurídico e fere o princípio da ampla defesa".

Falcão reiterou a certeza de que nenhum dos filiados do PT comprou votos no Congresso Nacional e que também não houve pagamento de mesada a parlamentares. "[Não houve] Da parte dos petistas condenados, utilização de recursos públicos, nem apropriação privada e pessoal para enriquecimento."

 

 (com informações da ABR)