privilégio
Thiago Muniz defende fim de auxílio transporte para servidores municipais
Ele discursou pela Tribuna da Câmara e defendeu o fim do pagamento do que classificou como 'privilégio' de alguns servidores
15 de Março de 2013, 10h25
O vereador Thiago Muniz (PPS) se manifestou sobre o polêmico corte no auxílio transporte pago a alguns servidores da secretaria de Educação, promovido recentemente pelo prefeito Percival Muniz (PPS). Ele discursou pela Tribuna da Câmara e defendeu o fim do pagamento do que classificou como 'privilégio' de alguns servidores.
A dita ajuda para transporte beneficiava cerca de 100 servidores e custava cerca de R$ 2,4 milhões ao ano para os cofres municipais. Criado para auxiliar profissionais da Educação que exerciam suas funções na zona rural da cidade. Mas com o passar dos anos, algumas dessas localidades foram incorporadas à área urbana do município e o pagamento do auxílio se tornou uma espécie de privilégio ou distorção, levando os profissionais da área a disputar as vagas nas escolas mais distantes.
"Na verdade, considero injusto a prefeitura dar a ajuda de custo para funcionários de quatro escolas, em detrimento das demais. Se a secretaria de Educação tivesse condições, teria que ser para todas, mas sei que na atual realidade é impossível, então tem que cortar esse privilégio", sustentou.
O tema se tornou polêmico, principalmente após o sindicato que representa os servidores vir à público cobrar a manutenção do auxílio transporte.
Para Thiago Muniz, a forma como o auxílio é pago é discricionária e o dinheiro público é gasto de forma equivocada. "Eu não tenho medo de defender as coisas justas e tenho certeza de que, se abrirmos um debate como esse para toda a categoria da educação, eles não serão favoráveis a serem tratados desigualmente. Eu estive à alguns dias atrás no bairro Maria Tereza, onde será inaugurada uma escola municipal. Lá, a rua está intransitável. Aí eu pergunto: seria justo mobilizar dinheiro para ajuda de transporte para aqueles servidores, ou arrumar a rua da escola para garantir o direito de ir e vir de todos? Com certeza, acho justo a segunda opção", finalizou.