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Rede estadual paralisa aulas na próxima semana; professores reivindicam piso nacional

A paralisação por tempo determinado acontecerá entre os dias 22 a 26 deste mês

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15 de Abril de 2013, 12h01

Rede estadual paralisa aulas na próxima semana; professores reivindicam piso nacional
Rede estadual paralisa aulas na próxima semana; professores reivindicam piso nacional

'Temos que assumir a educação pública como compromisso, como prioridade e não ficar só no discurso', defendeu João Eudes - Foto Marcos Magalhães/GazetaMTOs professores da rede estadual de ensino paralisarão suas atividades profissionais pro cinco dias durante a próxima semana. A paralisação por tempo determinado acontecerá entre os dias 22 a 26 deste mês e tem por objetivo alertar o Governo do Estado para a necessidade no avanço das negociações com a categoria.

Segundo o diretor de comunicação do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT), João Eudes da Anunciação, a principal reivindicação da categoria é a implantação do Piso Nacional dos Professores. "Na verdade, o que nós queremos é retomar as discussões a respeito das nossas pautas com o Governo do Estado, que estão paralisadas, por que o governo não apresenta nenhuma proposta nova. Nós vamos parar as aulas por uma semana e, se sentirmos que a mobilização e o espírito dos professores for favorável, podemos continuar a nossa greve por tempo indeterminado", antecipou o sindicalista.

O Piso Nacional dos professores, estabelecido pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC) é de, no mínimo, R$ 1.567 por mês, para uma jornada de 40 horas/aula semanais. O pagamento do piso foi estabelecido pela Lei 11.738/2008 e passou a valer em 27 de abril de 2011, quando o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) julgou procedente o pagamento do mesmo em nível nacional.

"Hoje, o Estado paga R$ 1.451 e já anunciou que não vai aumentar o salário de nenhuma categoria do funcionalismo estadual, por conta dos gastos com a realização da Copa do Mundo. O que nós reivindicamos é o pagamento do Piso estabelecido pelo MEC ainda em 2010, o que ainda consideramos que é pouco para uma profissão que exige o preparo que um professor requer. Nós esperamos que o governador se sensibilize e ordene a retomada das negociações conosco", defendeu João Eudes.

Outra reivindicação dos professroes é a aplicação efetiva de 35% do orçamento do estado e a aplicação dos recursos provenientes dos royalties do petróleo na educação. "Dessa forma, seria possível pagar o piso", afirmou.

Campanha em Defesa da Escola Pública - Durante o período de paralisação, os professores procurarão desenvolver atividades envolvendo a comunidade escolar, como parte da Campanha em Defesa da Escola Pública, desenvolvida em nível nacional pela Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE).

Em nível nacional, caravanas de professores irão até Brasília protestar diante do Congresso Nacional. Em nível local, eles realizarão um ato público na Praça Brasil, área central da cidade, no próximo dia 23, a partir das 8 horas e, na sequencia, no dia 24, irão até a Câmara Municipal cobrar o apoio dos vereadores. "Temos que assumir a educação pública como compromisso, como prioridade e não ficar só no discurso. É preciso uma atitude prática da sociedade em defesa desse direito que é de todos", finalizou.