Caso Pasadena

Taques critica gestão da Petrobras e cobra explicações sobre outros prejuízos causados ao país

Durante o depoimento da presidente da Petrobras ao Senado, Pedro Taques (PDT) citou outros casos em que a direção da empresa falhou

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15 de Abril de 2014, 18h07

Taques critica gestão da Petrobras e cobra explicações sobre outros prejuízos causados ao país
Taques critica gestão da Petrobras e cobra explicações sobre outros prejuízos causados ao país

Pedro Taques disse que gestão da Petrobras está prejudicando o BrasilO senador Pedro Taques (PDT/MT) criticou duramente hoje (15) a gestão da Petrobras e disse que os prejuízos apontados na compra da refinaria de Pasadena (EUA) não é um caso isolado no histórico recente da empresa. As declarações foram feitas durante depoimento prestado pela presidente da Petrobras, Graça Foster, em audiência conjunta no Senado para prestar esclarecimentos sobre denúncias envolvendo a estatal.

Citando dados fornecidos pelo Tribunal de Contas da União, o senador mato-grossense apontou fragilidade de controle externo e governança da estatal. Ele citou o caso da COMPERJ, no Rio de Janeiro, onde o TCU apontou um possível sobrepreço de R$ 162 milhões em função das "estimativas errativas da Petrobras".

"Hoje, essa inconsistência de preços, mais a gestão inadequada da obra, levaram a um atraso de mais de um ano no cronograma da obra, e uma estimativa de prejuízo potencial de 243 milhões. A pergunta que fica é: o caso Pasadena é um ponto fora da curva ou a Petrobras está sendo sempre tratada com, no mínimo, irresponsabilidade? Ao que me parece sim", disse Pedro Taques.

Na compra da refinaria de Pasadena, Foster afirmou durante a audiência que a Petrobras teve "perda" de US$ 530 milhões e que "não foi um bom negócio". Segundo ela, o conselho de administração da Petrobras aprovou a compra da refinaria com base numa apresentação de relatório - em power point - que não continha todos os dados de riscos da operação.

Em 2006, a petrolífera nacional pagou US$ 360 milhões por 50% da refinaria de Pasadena, um valor bem superior ao pago um ano antes pela belga Astra Oil pela refinaria inteira: US$ 42,5 milhões. Dois anos depois, um processo arbitral nos Estados Unidos a levou a adquirir os outros 50% por US$ 820 milhões, devido a um contrato assinado, segundo o qual, se houvesse desentendimento entre os sócios, a Petrobras seria obrigada a ficar com a outra metade.

Portanto, a Petrobras comprou a refinaria por um custo total de US$ 1,2 bilhão. Mas a antiga sócia da empresa, 11 meses antes, havia comprado a refinaria por US$ 42 milhões. "Um milagre da valorização", disse o senador.

"A Petrobras pertence a todos nós, por isso é muito importante para o país, mas estão tratando-a como uma 'quitanda', sem o devido cuidado e responsabilidade na gestão de alguns contratos", completou.

Com esta audiência, o governo espera que as explicações apresentadas pela executiva ajudem a reduzir a pressão pela criação de uma comissão parlamentar de inquérito. No entanto, alguns senadores de oposição e independentes afirmaram durante a audiência que apenas isso não seria suficiente para esclarecer todos os questionamentos.

 

 (com informações da Assessoria)