Polêmica

Desembargadora manda suspender sessão que votaria cassação do verador João Emanuel, em Cuiabá

Decisão liminar da desembargadora Maria Aparecida Ribeiro foi entregue hoje ao presidente da Câmara de Cuiabá, Júlio Pinheiro.

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15 de Abril de 2014, 11h17

Desembargadora manda suspender sessão que votaria cassação do verador João Emanuel, em Cuiabá
Desembargadora manda suspender sessão que votaria cassação do verador João Emanuel, em Cuiabá

Uma decisão da desembargadora Maria Aparecida Ribeiro causou hoje (15) o cancelamento da sessão convocada pela Câmara Municipal de Cuiabá para avaliar o pedido de cassação do vereador João Emanuel (PSD), acusado de quebra de decoro parlamentar. A comunicação foi feita por um oficial de Justiça ao presidente da casa, Júlio Pinheiro, que dirigia uma sessão ordinária. Manifestantes que estavam na sede da Câmara desde o início da manhã protestaram contra a intervenção judicial.

João Emanuel (PSD) é genro do deputado José Riva (PSD) e já foi afastado da presidência da Câmara após uma série de denúncias de irregularidades que desembocaram na 'Operação Aprendiz', deflagrada pelo Gaeco. O vereador teve a situação agravada após a divulgação de um vídeo onde aparece negociando propina e induzindo uma mulher a forjar documentos para desviar dinheiro público.

A cassação do mandado era considerada certa, mas os advogados de João Emanuel recorreram ao Poder Judiciário alegando falhas na investigação interna e cerceamento da defesa. No despacho entregue hoje na Câmara Municipal, a desembargadora acolhe o argumento da defesa apontando que o polêmico vídeo não estaria anexado no processo do Legislativo e considera que o adiamento da decisão na Câmara não representará prejuízos.

"Convenci-me de que não há dano grave e concreto na hipótese judicializada que não possa aguardar o julgamento do mérito do presente recurso pelo colegiado, pois a eventual extrapolação do prazo de 60 (sessenta) dias para a conclusão do processo administrativo disciplinar, previsto no Código de Ética e Decoro Parlamentar, estaria justificada pela necessidade de resolução da controvérsia judicial objeto dos autos, a qual se relaciona com a própria validade da investigação então iniciada", afirmou a desembargador Maria Aparecida Ribeiro.

A Câmara Municipal de Cuiabá ainda não se pronunciou oficialmente sobre o assunto.