Educadores de Rondonópolis concordam em ganhar até dez vezes menos que fiscais
15 de Maio de 2014, 07h23
Um fiscal do município, mesmo que não tenha formação de nível superior, vale mais que dez professores. Ao menos é o que parecem pensar os sindicalistas que elaboraram a tabela de reajuste encaminhada à Prefeitura de Rondonópolis. Enquanto prevê salários iniciais em torno de dois mil reais para os educadores, a tabela propõe uma remuneração básica inicial que varia entre R$ 13.028,00 até R$ 21.754,15 reais para os fiscais - valores que podem passar dos R$ 50 mil no final da carreira.
Sobre o assunto vale dizer que a mesma 'lógica torta' é empregada pelo Governo Estadual e pela União. Ao que parece nossos mandatários acham mais importante garantir a satisfação dos fiscais que 'abastecem' os cofres públicos, do que remunerar dignamente os profissionais que educam nossas crianças e jovens.
O problema aqui em Rondonópolis é que a ideia é defendida abertamente também pelos educadores. Eles são maioria entre os servidores que aderiram à greve visando forçar a Prefeitura a aceitar os absurdos valores previstos na tabela.
De duas, uma: ou os educadores não leram direito a proposta encaminhada pelo sindicato, ou, pior ainda, concordam com a desvalorização da categoria - e, consequentemente, da própria Educação.
Como diria Chico Buarque, o que será que será?